sexta-feira, março 31, 2006

Se tirar a folha.....acaba!!!

Em crise, Coca-Cola troca propaganda pela 5ª vez na década


Depois de seis anos sem emplacar uma campanha publicitária de sucesso, a Coca-Cola lança neste fim-de-semana uma série de anúncios que trazem um novo slogan mundial: "The Coke side of life", ou "O lado Coca-Cola da vida". A campanha tenta dar fôlego à marca, que após o sucesso do "Sempre Coca-Cola", lançado em 1993 e retirado em 1999, já mudou de estratégia quatro vezes.
Além do fracasso dos anúncios, a maior fabricante de refrigerantes do mundo tenta contornar seus cinco anos de declínio nas vendas nos Estados Unidos. Para isso, o gasto anual com marketing e desenvolvimento de produto foi ampliado em US$ 400 milhões
O investimento tenta atrair os consumidores que cada vez mais fogem dos refrigerantes açucarados e procuram água engarrafada e bebidas isotônicas.
Os anúncios vão estimular as pessoas a desfrutarem de uma bebida calórica refletindo "momentos de vida simples e otimistas", detalha a empresa. O trabalho é encabeçado por Mary Minnick, a quarta diretora de marketing da empresa em três anos, promovida a vice-presidente executiva de marketing global e inovação em março de 2005.
"A campanha pretende restaurar o caso de amor entre o consumidor e esta marca", afirmou Mary ao The Wall Street Journal.
Em um dos novos anúncios, um jovem bebe Coca-Cola enquanto desce de bicicleta uma rua vazia, cruza várias paradas na cidade, o país e uma cidade até voltar para o ponto de partida com a garrafa vazia. Em outro anúncio que lembra uma campanha bem-sucedida anterior, letras brancas em fundo vermelho dizem: "Para sua informação, custa aproximadamente US$ 4.213.717,00 para comprar uma Coca-Cola para o mundo".


Queda nas vendas

O volume de consumo da Coca-Cola Classic nos EUA declinou 2% em 2005 para 1,8 bilhão de caixas, conforme os dados coletados pela Beverage Digest, revista especializada do setor. As remessas da Coke representam 41% de todo o volume de refrigerantes da empresa nos EUA.
O mercado de refrigerantes norte-americano, que foi aquecido nos anos recentes pelos dietéticos, encolheu 0,2% para 10,2 bilhões de caixas no ano passado, segundo os dados da publicação. Esse foi o primeiro declínio global do setor desde que a publicação começou a rastrear a atividade de US$ 68 bilhões em 1985.
O principal executivo, E. Neville Isdell, de 62 anos, ampliou permanentemente no ano passado a verba de marketing e de desenvolvimento de novos produtos em US$ 400 milhões para estimular as vendas. A Coca-Cola gastou US$ 2,48 bilhões em publicidade no ano que passou, segundo um documento regulamentar.


Fonte: Gazeta Mercantil, 31 de março de 2006