quarta-feira, dezembro 21, 2005

E agora Lula???

NOVO PRESIDENTE BOLIVIANO CONFIRMA: COCA-COLA USA FOLHAS DE COCA.

Nas primeiras declarações, ontem, o líder indígena Evo Morales, presidente eleito da Bolívia, já falou mais uma vez, para o mundo inteiro ouvir.

Evo Morales diz o que a Dolly e a Polícia Federal já confirmaram, e o governo brasileiro não toma providências: a Coca-Cola usa folhas de coca na produção do refrigerante. Isso é absolutamente proibido pela legislação no Brasil. E agora, Lula???

SÃO PAULO, 20 – Coca-Cola usa a produção de coca na fabricação do refrigerante, diz o presidente eleito da Bolívia, o cocaleiro Evo Morales, que sabe muito bem do que está falando, já que foi eleito a partir do movimento dos trabalhadores nas plantações de coca, ele próprio um de seus cultivadores. “Não é possível que a coca seja usada para a fabricação de Coca-Cola e esteja proibida para nós”, afirmou, em seu primeiro discurso, transmitido por todas as agências noticiosas internacionais.
Há quase dois anos a indústria nacional de refrigerantes Dolly denuncia o uso de folhas de coca no refrigerante mais vendido do país, o que pode causar grave vício no consumidor, e explicaria inclusive porque existem tantas pessoas “dependentes” de Coca-Cola. Mais uma vez, a Dolly mostra que tem razão: a Coca-Cola utiliza práticas comerciais não-convencionais para manter sua primazia no mercado, especialmente no Brasil, já que sua liderança mundial vem sofrendo constantes derrocadas.
Há dois meses a própria Polícia Federal, através do Instituto de Criminalística, confirmou esse fato, em laudo oficial. Mas o Governo brasileiro continuou ignorando o assunto, de acordo com o poderoso lobby feito pela multinacional junto ao governo, em especial junto ao Ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos. Agora, Lula se “regozijou” com a vitória eleitoral do “companheiro” Evo Morales, a quem apoiou, chegando a receber recentemente em Brasília. Significa, ainda, que o presidente brasileiro conhece bem o problema das plantações de coca boliviana (e de outros países vizinhos, como a Colômbia e Peru), e que são praticamente monopolizadas para a indústria da Coca-Cola, que ainda tem a coragem de tentar negar seu uso no Brasil.
Para o empresário Laerte Codonho, dono da marca de refrigerante Dolly, esse discurso será um marco no alerta mundial contra a Coca-Cola. “Para nós, que travamos essa verdadeira guerra com a Coca-Cola, esse discurso é muito importante. Porque mostra que estamos alertando as autoridades para uma coisa muito séria, que é a saúde do consumidor, que pode ser viciado por um produto. E agora, presidente Lula? A lei brasileira é clara: é terminantemente proibida a utilização de folhas de coca e suas preparações. Ainda por cima, é aqui no Brasil, em Manaus, na Recofarma, onde é preparado o concentrado com o extrato vegetal de folhas de coca que é exportado para o mundo, debaixo do nariz de uma política americana contra o narcotráfico, que agora deverá ser melhor debatida”, conclui.

AUTORIDADES NÃO ESTÃO CUMPRINDO LEI

Segundo a legislação de entorpecentes em vigor (DL 891, de 25/11/1938, itens 13 e 14), o uso de folhas de coca e suas preparações é terminantemente proibido no país, assim como a utilização de cocaína, seus sais e preparações. A lei faz distinção clara e cita todas as formas proibidas, tanto quanto ao uso, cultivo, transporte e comercialização. O item 13 abrange a folha de coca e suas preparações; o item 14 veta a utilização de cocaína, seus sais e preparações.

STJ – Impetrado pela Dolly, desde março deste ano tramita no Superior Tribunal de Justiça, STJ, o Mandado de Segurança MS-10.530, e que está nas mãos do desembargador Peçanha Martins. O mandado é contra o Ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues. Solicita providências para a cassação do registro da Coca-Cola.

Fonte :Marli Gonçalves – MTB 12.037 Tel. 11. 9168-2022marligoimprensa@yahoo.com.br

segunda-feira, dezembro 19, 2005

A palavra do Presidente da Bolívia!!!

MORALES QUESTIONA USO DA COCA PELA COCACOLA


Evo Morales, vencedor incontestável da eleição presidencial boliviana, com 51% dos votos, e líder dos "cocaleros", negou-se a aceitar que a folha de coca seja reconhecida apenas para a fabricação da Coca-Cola e proscrita para usos tradicionais dos cultivadores do Chapare boliviano. Um dia depois de ganhar as eleições gerais na Bolívia, o líder indígena insistiu: "Não é possível que a folha de coca seja usada pela Coca-Cola e proibida para nós".
Morales anunciou que, ao assumir o poder no dia 22 de janeiro de 2006, liderará uma batalha internacional para retirar a coca "em seu estado natural" da lista de venenos da Organização das Nações Unidas.
O "cocalero", que se tornou domingo o primeiro presidente indígena da Bolívia, um país de população de maioria nativa, também anunciou uma luta pelo reconhecimento internacional, com base em estudos científicos, das propriedades medicinais e nutritivas da folha de coca, assim como a "dessatanização" de seu uso "em estado natural".
Vencedor por maioria absoluta dos votos, segundo consultoras privadas, Morales aludiu principalmente à draconiana lei antidrogas 1.008, que considera ilegais e excessivos os cultivos de coca no Chapare, antigo reduto da droga, onde moram 30 mil famílias de cultivadores pobres.
A norma, em vigor desde 1989 com o aval dos Estados Unidos, principal parceiro da luta antidrogas no país andino, limita o cultivo a 12 mil hectares de coca destinada a usos tradicionais nos Yungas, vales agrícolas perto de La Paz. No Chapare, onde entre 1998 e 2002 foram destruídos 60 mil hectares de coca, supostamente destinadas à produção da droga, existem atualmente cerca de 7 mil hectares dispersos.
Em sua condição de dirigente "cocalero" e chefe da oposição, Morales assinou em 2004 um acordo com o então presidente Carlos Mesa sobre o cultivo de 40 m² de coca por família para satisfazer as necessidades tradicionais dos habitantes do Chapare.
Morales referiu-se aos Estados Unidos, cujo governo advertiu na semana passada que não aceitará uma variação na política antidroga boliviana: "A cocaína e o narcotráfico não fazem parte da cultura boliviana. A luta contra o narcotráfico é um falso pretexto para que os Estados Unidos instalem bases militares (na Bolívia). Não estamos de acordo e essas políticas têm de ser revisadas".
O líder "cocalero" disse estar disposto a combater as máfias de narcotraficantes. O vencedor das eleições bolivianas também criticou a política de concessão de certificados da luta antinarcóticos imposta pelos Estados Unidos, país que apóia com 120 milhões de dólares anuais a balança de pagamentos boliviana, em troca da erradicação das plantações ilegais.
"A política de certificação (da luta antinarcóticos) não foi uma solução e ainda sofremos chantagens dos Estados Unidos", insistiu.
Morales disse que ainda não havia entrado em contato com a administração americana do presidente George W. Bush.


FONTE : Terra

quinta-feira, dezembro 15, 2005

A lei aqui é clara....No Brasil é PROIBIDO!!!

Refrigerante colombiano usa extrato de folha de coca

Com Associated Press
Uma empresa indígena da Colômbia criou um refrigerante com extrato de folhas de coca, utilizada como base para a fabricação da cocaína. A Coca Sek, que começará a ser vendida em algumas regiões do país sul-americano na próxima semana, promete ser mais "energética" que a tradicional Coca-Cola, apontada pelos fabricantes colombianos como a principal rival do novo produto.
A nova bebida carbonatada tem cor dourada e sabor semelhante ao chá preto, com leve toque de limão. A folha de coca é consumida em diversos países andinos, já que acredita-se que ela tenha poderes medicinais.
"Há seis anos assumimos a missão de reestabelecer a imagem da folha de coca, que é uma planta que faz bem, mas tem sido desprezada ", afirma David Curtidor, chefe da fábrica de produção da Coca Sek na cidade de Calderas.
De acordo com Curtidor, a bebida pode ser consumida como um energético, mas a Coca Sek não possui o efeito associado ao consumo da droga. "Mesmo que o consumidor tome centenas de garrafas, não vai ficar 'drogado'", afirma.
Para o empresário, o lançamento do refrigerante serve também como afirmação política. "Precisamos combater empresas como a Coca-Cola, que simbolizam a dominação imperialista", diz.
Em resposta ao lançamento da nova concorrente, a Coca-Cola afirma que a folha de coca jamais fez parte da fórmula de sua bebida. "É uma receita secreta, mas garantimos que o refrigerante não possui extrato de folha de coca", diz a porta-voz da gigante norte-americana dos refrigerantes, Kirsten Watt.


FONTE: INVERTIA 15/12/2005

sexta-feira, dezembro 09, 2005

Pepsi se aproxima da Coca em valor de mercado.

A PepsiCo Inc. poderá ultrapassar a Coca-Cola Co. em valor de mercado pela primeira vez depois de vencer sua concorrente em expansão de vendas. Até quarta-feira, as ações da PepsiCo tiveram valorização de 14% este ano, o que eleva o seu valor de mercado para US$ 99,1 bilhões. As ações da Coca-Cola subiram 2,2%, e atribuem atualmente à companhia o valor de US$ 101,2 bilhões.
As vendas da Coca-Cola aumentaram 2,4% nos últimos cinco anos, comparativamente aos 7,8% da PepsiCo. As vendas da PepsiCo cresceram devido à demanda pela bebida isotônica Gatorade e pela água Aquafina, bem como por salgadinhos de baixa caloria.

A empresa extrai mais de 50% de seu total de vendas de salgadinhos e menos de 20% dos refrigerantes. Diferentemente, a Coca-Cola obtém 82% da receita com refrigerantes e não se diversificou com rapidez suficiente, num momento em que os consumidores evitam bebidas gasosas.
A Coca-Cola está desenvolvendo bebidas à base de sucos e uma versão de baixa caloria de sua bebida isotônica Powerade para diminuir a distância que a separa da Pepsi.
Ontem, a empresa anunciou o lançamento de uma nova bebida, a Coca Blak, mistura da Coca-Cola tradicional com extratos de café, que deve concorrer com a Pepsi e chegará ao mercado em janeiro. Além disso, está investindo um adicional de US$ 400 milhões em publicidade este ano


Fonte: Gazeta Mercantil 08/dezembro

Decadência com alegria....

Campanha Coca-Cola deixa a gente ser feliz

....O mundo se rendeu. A Coca-cola lançou uma campanha de auto-ajuda mundial, onde vende otimismo engarrafado. Isso mesmo.
Ninguém reparou nas frases idiotas que eles andam colocando nas latas? Aí vão algumas das mais bizarras:
Viva o que é bom – jesuis, esses caras devem pagar uma boa grana para alguém criar uma campanha tão complexa.
Otimismo que se bebe - Bem que eu notava que quando tomo coca-cola o mundo fica mais rosa, os pássaros cantam mais, a vida floresce ao meu redor.....Uff.
Boas vibrações líquidas - energia! Uia.
Pagar mico é ter história pra contar - eu sou mais coca-cola. Não vou mais ter vergonha de pagar mico, pois a coca-cola me ajuda a viver!!!....
E o tiro de misericórdia, que não podia deixar de ser uma campanha na televisão:
Os que não se perguntam se o dia será bom
São os mesmos que também não se perguntam se o copo está meio vazio
Porque para eles o copo está sempre meio cheio
Viva o que é bom. Coca-Cola....A história do copo meio vazio ou meio cheio é mais velho que andar pra frente. Não acredito que a originalidade chega a esse ponto.
E eis aqui pessoal, a campanha decadência com alegria, da coca cola company.

Fonte: do blog Sem salvação

segunda-feira, dezembro 05, 2005

Consumidores acordando....

Consumidor "saudável" derruba presidente da Coca-Cola


O presidente da Coca-Cola Enterprises (CCE), maior engarrafadora do refrigerantes do mundo, vai deixar o cargo no final do ano, anunciou ontem a empresa.
A saída de John Alm, que ficou pouco menos de dois anos no cargo, acontece em meio a uma queda nas vendas de Coca-Cola nas principais praças do mercado - a qual é atribuída, em parte, ao fato de os consumidores cada vez mais optarem por bebidas mais saudáveis que os refrigerantes.
Wall Street e investidores devem comemorar a saída de Alm, segundo analistas, já que isso indicaria a intenção, por parte da CCE, de reagir aos maus resultados dos últimos anos.
Embora tenha obtido algum índice de recuperação em mercados emergentes, a Coca-Cola vem perdendo espaço nos mercados consolidados - como os Estados Unidos e a Europa.
Alm será substituído interinamente por Lowry Kline, que já atuou como presidente da CCE.

Fonte: INVERTIA - 2 de dezembro