terça-feira, novembro 08, 2005

A COCA TEM COCA....Agora é oficial...

O Instituto Nacional de Criminalística comprovou que a Coca-Cola tem, em sua composição, derivados da folha de coca, o que contraria a legislação brasileira. O editor, um dos primeiros a denunciar o caso, não apenas sofreu pressões das mais bizarras e vergonhosas, como foi rotulado de louco por enfrentar tão poderosa organização. O requerimento para que o extrato vegetal que dá origem ao refrigerante mais vendido no mundo fosse analisado foi apresentado pelo deputado Renato Cozzolino (PMDB-RJ), que corajosamente enfrentou o então presidente da Câmara, João Paulo Cunha, que durante meses postergou a aprovação do pedido do parlamentar fluminense. À época, João Paulo Cunha (PT-SP) mantinha em seu gabinete, na qualidade de assessor de imprensa, Luiz Costa Pinto, o Lulinha, simultaneamente contratado pela Coca-Cola para impedir que ações políticas contra a gigante dos refrigerantes prosperassem dentro do Congresso Nacional. E mais: Luiz Costa Pinto aparece na lista de pagamentos de Marcos Valério, sendo que um das agências do publicitário (sic) mineiro trabalhou na campanha para a reeleição de João Paulo ao cargo.

Nocivos como a CocaAinda a Coca-Cola... O laudo do Instituto Nacional de Criminalística comprova de maneira clara a existência de ingredientes proibidos pela Lei de Entorpecentes na composição da Coca-Cola, o que explica a notada dependência daqueles que consomem o refrigerante. Porém, o mais importante é que o referido documento serve para calar a horda de pessoas que, acostumadas a fazer do Congresso Nacional um imundo balcão de negócios, acusaram este colunista de ter recebido dinheiro para atacar a Coca-Cola gratuitamente, em um caso que, segundo os próprios acusadores, não daria em nada. E que aqueles que me acusaram, tentando inclusive convencer-me a mudar de lado, ponham a mão na consciência e admitam que erraram. Até porque, defender os interesses do Brasil e dos brasileiros deveria ser uma obrigação de todos os cidadãos aqui nascidos, mesmo que uma minoria espúria insista em fazer da política um grande negócio. E se partir de agora a Coca-Cola é uma “droga” documentada, nesse caso vai servir para lavar a alma.


Fonte: UCHO