quinta-feira, abril 07, 2005

O acordo está valendo?

Em maio de 1999, o Dept. de Justiça americano abriu processo contra os laboratórios Basf e Roche por manipulação de preços de vitaminas no mercado americano, com multa estipulada em U$ 725.000.000,00.
Autoridades brasileiras, suspeitando que o mesmo estivesse acontecendo no Brasil, solicitou ajuda aos seus pares americanos, os orgãos de defesa da livre concorrência.
Funcionários foram a Washington com dois objetivos: conhecer o caso dos laboratorios em detalhes e aprimorar o modo de investigação de cartéis para aplicação no mercado brasileiro.
O resultado da missão teve como consequência a assinatura de um acordo entre o Brasil e os USA, assinado na época pelo então Ministro da Justiça, Sr. José Carlos Dias e pela Procuradora Geral dos Estados Unidos, Sra. Janet Reno.
No seu artigo II, o referido acordo reza que cada parte deverá notificar a outra em caso de investigação, denúncia ou procedimentos no amparo de suas leis de concorrência.
A Cocacola esta em investigação por diversos orgãos do governo brasileiro e abaixo de pesadas denúncias de concorrência desleal e abuso de poder econômico.
A questão é: O governo brasileiro cumpriu o acordo e notificou os americanos sobre esses fatos?
Eu duvido e digo porque.
Qual seria a reação da The CocaCola Company, ao saber que por causa das praticas de sua subsidiaria brasileira(CCIL) passaria a ser investigada pelas autoridades americanas?
Certamente acabaria com essas praticas e resolveria a questão, fazendo o que o governo brasileiro não consegue ou não quer fazer....

As informações sobre o acordo foram obtidas com João Batista Vinhosa que mantem uma luta intensa contra o cartel do Oxigênio, comandado pela White Martins e, que segundo as denúncias , sangra os Hospitais Públicos Brasileiros com preços abusivos, superfaturamento e licitações fraudulentas. Por uma estranha "coincidência" o lobista contratado pela WM é o Alexandre Paes dos Santos, ou simplesmente APS, o mesmo lobista contratado pela Cocacola np caso da Dolly.
Os interessados em maiores informações sobre esse caso podem acessar o site www.assaltoaohce.com