domingo, fevereiro 20, 2005

1886/1903 : OS ANOS DA COCAÍNA...

Em 1988 Asa Candler obteve o controle completo da Coca-Cola, comprando a fórmula de Pemberton e expandindo o négócio por todo o país. Ainda comercializada como "um dos melhores tônicos do mundo" era a "solução" para problemas que iam da ressaca a cura de doenças nervosas.
A combinação de cocaína e cafeína induzia repetidos pedidos de Coca-Cola. Seus usuários habituais foram logo batizados como "os tarados da Coca-Cola". Os revendedores negavam a possibilidade de alguem se tornar um bebado de gasosa, mas acrescentavam que "se beber a noite, não consegue dormir".
A quantidade real de cocaína na Coca-Cola, de acordo com uma fórmula em poder do bisneto de Frank Robinson, um dos primeiros sócios, mostrava que 36 galões de xarope exigiam 4,5 kg de folha de coca. Isso correspondia a 0,13 grãos de cocaína por copo, ou 8,45 mg, o que é um volume mínimo da droga. Mas combinada com cafeína o efeito potencializava.
Uma dose normal de cocaína cheirada hoje nas ruas, contem de 20 a 30 mg. O individuo que bebeu 5 copos de Coca-Cola seguidos no balcão de gasosas recebeu mais de de 40mg de cocaína - um "pico" e tanto, embora a droga seja mais eficiente cheirada do que ingerida.
Em 1891, a pressão contra os malefícios da cocaína já pressionava a Coca-Cola, e seria assim por muitos anos, até 1903.

Informações retiradas do livro Por Deus, pela pátria e pela Coca-Cola, de Mark Pendergrast, edição de 1993, não encontrada mais nas livrarias brasileiras.