domingo, janeiro 09, 2005

Marcas Norte-Americanas Não Recuperam Boa Imagem Em Países Ricos

A certeza de mais 4 anos de Governo Bush impede que grandes esforços em planejamento e marketing funcionem no sentido de conduzirem corporações norte-americanas de volta à condição de confiabilidade.

Segundo as mais recentes pesquisas efetuadas por agências de relações públicas e marketing, dois terços dos consumidores europeus e canadenses modificaram sua visão para o lado negativo em relação as empresas norte-americanas como conseqüência da atual política externa dos Estados Unidos.

Grandes Marcas costumam ser intimamente associadas a seus países de origem. Elas representam o estilo de vida, o poder, a cultura, e hoje, principalmente, a maneira com que o país da marca se relaciona com outros países.

No mes passado, Kevin Roberts, CEO da gigante da publicidade Saatchi & Saatchi, declarou ao Financial Times que "consumidores asiáticos e europeus estavam muito resistentes às marcas norte-americanas, e que esse fator era progressivo. Várias novas marcas locais de produtos similares não paravam de surgir no mercado e que essas novas marcas cumpriam bem o intento: protestar contra a filosofia norte-americana de inflexibilidade. Ao ponto de, na Alemanha, o cartão American Express já ter atingido um nível sensível de rejeição."

Uma outra queixa dos consumidores em geral, é quanto a lentidão das empresas norte-americanas para se adaptarem às culturas locais e cumprirem a demanda de satisfação dos clientes nos países onde se instalam. Essas empresas acabam abrindo espaço para novos produtos locais que possam preencher as expectativas frustradas desses consumidores.

Os dois terços de consumidores europeus e canadenses que já têm uma visão negativa das empresas norte-americanas, acreditam que a política externa dos Estados Unidos é guiada por interesses pessoais visando a sustentabilidade do império americano e 70% deles alegam que não confiam no governo dos Estados Unidos pelo mesmo motivo.

Em porcentagem, 87% dos alemães, 84% dos franceses e 71% dos britânicos que responderam a pesquisa, vêem o Presidente Bush como uma personalidade negativa. Ao mesmo tempo que esses mesmos consumidores; alemães, franceses e britânicos, identificam seus valores culturais como muito mais próximos entre si do que da cultura norte-americana.

Mesmo com todo o bombardeio de aculturação e marketing por parte dos Estados Unidos, com trilhões de dólales em jogo; A Microsoft, A Coca-Cola, A Marlboro e todas as as outras que vêm juntas continuam se debatendo asfixiadas pelo governo Bush.

fonte: http://www.yobserver.com/news/article_3446.html