terça-feira, novembro 02, 2004

Revisitando Rosa Luxemburgo

O Bacanal da Burguesia
Empresa Kroll vigiava Dolly a mando da Coca-Cola


Empresa Kroll, fechada na quarta-feira pela Polícia Federal, recebia 250 Mil Reais da Coca-Cola para vigiar a empresa Dolly e outras empresas de infra-estrutura nacional, como telefonias, bem como autoridades do governo federal.
Nesta quarta-feira, dia 27, a Multinacional Kroll foi invadida e fechada, tendo vários de suas documentações apreendidas pela Polícia Federal. A Kroll tinha a função de vigiar empresas de Telefonia e produtos alimentícios nacionais para as empresas multinacionais através de grampos telefônicos e outros tambicos característicos da sede monopolista da burguesia. Isso é o que eles chamam de espírito empreendedor. A Empresa Kroll recebia 250 Mil Reais da Coca-Cola para vigiar a empresa Dolly e outras empresas Nacionais, como redes de telefonia. Quando a polícia federal iniciou a ação, batizada de Operação Chacal, a maioria das mesas de grampos telefônicos era feita sobre a empresa Dolly, a mando da Coca-Cola. Provavelmente o dedo da CIA e de outras organizações terroristas devem estar envolvidos a mando de seu Estado, pois eram feitas fiscalizações minuciosas sobre pontos estratégicos de infra-estrutura do país. A empresa montou um esquema para espionar autoridades do Governo Federal e o Judiciário do Rio de Janeiro. Este esquema teria sido coordenado pelos representantes do Banco Opportunity. A Dolly vem sofrendo vários tipos de repreensão pela Coca-Cola. A Coca-Cola, temerosa mais uma vez de perder parte de seu mercado a Dolly, tentou comprar a mesma, em uma tentativa frustrada, diferente do caso ocorrido com o refrigerante Simba, pelas mesmas ocasiões, que foi comprada pela Coca-Cola. A questão é que a Dolly se tornou um grande incomodo a Coca-Cola, que ainda teve o desgosto de ver um chefe de seu departamento químico e outra ex-executiva em Brasília deporem e denunciarem as práticas da coca-cola no programa “100% Brasil”, na RedeTV, exibido aos sábados a partir da meia-noite.Prestando contas em uma CPI, os representantes da Coca-Cola fizeram uma admirável manobra, típica da burguesia, quando um deputado encaminhou-lhes a pergunta: “Quero saber de uma vez por todas: Há extrato da folha de coca na fórmula da Coca-Cola?”. Os advogados e representantes fizeram admirável algazarra e conseguiram ser expulsos da CPI sem responderem a pergunta. Admirável manobra já muito conhecida pelos grandes trambiqueiros. A Dolly, após a CPI, colocou out-dors (?) por vários pontos da cidade em que diziam: “De onde vem a coca-cola? Coca? Folha de Coca? Coca-cola é proibido!”. No dia seguinte, a coca-cola, sem muitos problemas, censurou-os todos. É obvio que a coca-cola tem extratos da folha de coca, que, além de ter um custo relativamente barato, da um sabor “único” e viciante as suas vítimas, que sofrem das celulites até os problemas gástricos ou outras complicações na qual podemos não identificar. Para piorar, só faltava a Coca-Cola inventar de plantar folha de coca transgênica. Ai realmente seus consumidores estariam perdidos! Por mais algazarra que a Dolly faça, é pouco provável que a Coca-Cola seja proibida no Brasil. Com o poder da coca-cola, de fazer até um símbolo oficial para o natal cristão, como é o nosso conhecido “Papai-Noel”, é mais fácil a folha de coca ser liberada do que a coca-cola proibida. Porém, convenhamos que por enquanto o dono da Dolly ganhará créditos nos consumidores e processos contra a Coca-Cola. Um probleminha maior é sobre a empresa Kroll. Não nos apavoremos se daqui a algumas semanas seus líderes serem mortos ou o caso ser repentinamente abafado. Neste momento, seria bom ter uma mídia de massas, não democrática, pois aí é pedir de mais, mas pelo menos com tendências democráticas que fiscalizasse a fundo o caso e informasse a sociedade brasileira. O que a burguesia mais teme é quando uma burguesia mais forte tenta a engolir, e não tenhamos dúvida que os liberais do empresariado darão um fraternal abraço nos homens de Estado para barrar a invasão do capital estrangeiro, muito mais volátil do que pensávamos. Assim é a vida da burguesia e dos poderosos, cheia de crimes e bandidagens, das mais rasteiras possíveis. Mas não tenhamos dúvida que, perante o perigo da libertação emancipadora das massas, se uniram fraternalmente e combaterão a rebelião de seus escravos.

Fonte:
http://www.midiaindependente.org/en/blue/2004/10/293471.shtml