quinta-feira, novembro 11, 2004

Direto Da Assessoria Da Dolly

PF COMEÇOU ONTEM APURAÇÃO DOS CRIMES DA COCA-COLA CONTRA DOLLY

Pedida em março, a PF apurará “responsabilidade criminal dos representantes legais” da Coca Cola – Company, Recofarma e Spal nos fatos denunciados: prática anti-concorrencial e práticas criminosas.


AVISO DE PAUTA, URGENTE - – Desde que foi indiciada pela Secretaria de Direito Econômico, no mês passado, a Coca-Cola continua tentando de todas as formas abafar o caso, mas está cada vez mais difícil. Ontem, quarta-feira,10 de novembro, às 15 horas ,< a Polícia Federal, Superintendência Regional SP, começou a ouvir o primeiro intimado no inquérito que visa apurar, a pedido do Subprocurador Geral da República, representante do Ministério Público Federal junto ao CADE, Moacir Guimarães Morais Filho, todos os fatos denunciados pela empresa nacional de refrigerantes Dolly. Inclusive, entre outros aspectos, detalhes recentes, como lobistas operando na possível corrupção de agentes públicos, em nome do Sistema que opera a multinacional Coca-Cola no país: as empresas Coca Cola Company, Recofarma e Spal (atual Femsa).

Atendendo intimação do delegado da PF William Tito Schuman Marinho, ontem foi a vez do depoimento de Julio Cesar Requena Mazzi, da Ragi Refrigerantes, fabricante de Dolly em Diadema, Grande SP, e um dos principais elos atingidos pela multinacional. Foi a Ragi Refrigerantes a autora do primeiro requerimento ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE, a 12 de agosto do ano passado.

Quebra de Sigilo e mais uma Audiência Pública na Câmara

De acordo com o pedido do subprocurador (encaminhado ao delegado Paulo Lacerda a 9 de março deste ano e que agora sai do papel), poderá haver até a quebra de sigilo telefônico de alguns executivos da Coca-Cola. O procurador, a exemplo do que fez a Secretaria de Direito Econômico, SDE, ouviu, em Brasília várias testemunhas, que confirmaram ter sido coagidas para o não fornecimento de insumos à Dolly.

No entanto, ao apurar a contratação pela Coca-Cola de vários lobistas, entre eles, Alexandre Paes dos Santos e o jornalista Luis Costa Pinto, que deveriam, segundo seus contratos revelaram, “impedir a continuidade das denúncias junto ao CADE, ao SDE, e à Câmara Federal”, vários integrantes e ex-integrantes da Coca-Cola, chamados em fevereiro para prestar depoimentos, não compareceram. Fato que agravou ainda mais as denúncias que pesam contra eles. Na lista figuram o ex-presidente da Coca-Cola no México, Argentina e Brasil, Jorge Giganti, e o ex-executivo Luis Eduardo Capistrano do Amaral. Ambos também estão sendo chamados para comparecer à Audiência Pública que será realizada na quarta-feira da semana que vem, 17, na Comissão de Defesa do Consumidor, na Câmara Federal, em Brasília. O atual presidente da Coca-Cola Brasil, o americano Brian Smith, e o dono da marca Dolly, Laerte Codonho, também foram convocados.

Dia Aguardado - Na ocasião, na Audiência em Brasília, surgirão novas, seríssimas e detalhadas revelações ainda sobre a atuação ilegal de associações e pessoas (inclusive funcionários públicos), cooptadas e financiadas pela Coca-Cola e outras multinacionais, e que já são objeto de inquéritos que correm em paralelo, e de representações protocoladas há mais de um ano nas respectivas CorregedoriasFederais.

Crimes e Leis - – Se comprovados, os crimes que teriam sido cometidos pelo Sistema Coca-Cola, segundo o ofício da Procuradoria, estão previstos nas Leis n° 9.279, de 14 de maio de 1996, que trata de concorrência desleal entre empresas, e Lei nº 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem econômica. Há ainda tipificação na Lei nº 8.884/94, que trata de condutas empresariais.

O endereço da Superintendência Regional da PF em São Paulo é: Rua Hugo D’Antoia, 95, 7º.Andar, Sala 710, Lapa Baixa, próximo à Ponte do Piqueri. Tel. (11). 3818-5723

Informações: Marli Gonçalves – Jornalista – MTb 12.037
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA DOLLY REFRIGERANTES
Tel. (11) 9186-0085 - marligo@uol.com.br

para ajudar: Procuradoria Geral da República - Dr. MOACIR GUIMARÃES MORAIS FILHO - TEL. 61. 3031-5571
--------------------------------------------------------------------------------

Fonte: www.dolly.com.br