quarta-feira, novembro 17, 2004

Caindo.........Caindo..........caindo.......

Vendas Da Coca-Cola Perdem Gás
JB, Economia & Negócios, 14/11/2004
Steve Mathews da Bloomberg

A Coca-Cola , maior fabricante mundial de refrigerantes, baixou suas metas de lucros e vendas para o futuro próximo devido à queda significativa das vendas de refrigerantes nos Estados unidos e na Europa e à intensificação da concorrência imposta pela PepsiCo.

Os lucros por ação da empresa deverão ter crescimento de até 9% anuais a partir de 2006, expansão inferior à sua meta anterior, de 11% a12%, informou a Coca-Cola esta semana, em comunicado divulgado antes de uma reunião com investidores em Nova York . Consideradas por volume, as vendas deverão crescer de 3% a 4% ao ano, uma retração em relação à meta anterior de 5% a 6%.

E Neville Isdell, que, mesmo aposentado, voltou a trabalhar em junho, assumindo o cargo de principal executivo da empresa, pretende elevar os gastos com marketing e desenvolvimento de novos produtos em US 350 milhões a $400 milhões ao ano para 2005.

A Expansão das vendas da Coca-Cola alcançou 2,3 anuais nos últimos 5 anos, comparativamente aos 3,8% computados pela PepsiCo.
- eles tiveram sérios problemas - disse Keith Patriquin, analista da Loomis Syles & Co. em Boston, que administra cerca de 130.000 ações da companhia. - Adotar uma posição conservadora e confiável será uma medida aplaudida pelos investodores.

Os lucros de 2005 não cumprirão a nova meta da empresa, disse Isdell no comunicado. A expansão dos gastos com publicidade e a fragilidade das vendas em mercados fundamentais, entre os quais os da América do Norte e da Alemanha, vão reduzir os lucros.

Até a última quinta-feira, as ações da Coca-Cola acumulavam queda de 27% nos últimos 5 anos, enquanto as da PepsiCo tiveram valorização de 58% no mesmo período.

O aumento dos gastos deverá acelerar a expansão das vendas nos mercados emergentes, como a Índia e a China, além de intensificar o treinamento dos funcionários para suprir a falta de profundidade na direção da empresa, disse Isdell.

Oito analistas têm a recomendação de "comprar" para as ações da Coca-Cola, enquanto 13 deles aconselham a "manter a posição" e dois a de "vender" os títulos da empresa.
_ baixar as expectativas é uma medida inteligente - disse Walter Todd, da Greewood Capital Associates, que detém 350.000 ações da Coca-Cola. - a Coca prometeu demais e cumpriu de menos nos últimos 5 ou 6 anos. Vale a pena ser franco e direto.

Em 2002, a empresa abandonou a prática de fazer previsões regularmente, seguindo a recomendação de seu maior acionista, o bilionário Warren Buffet.

Em stembro, Isdell aboliu essa prática, ao dizer os resultados do semestre não corresponderiam às estimativas.