terça-feira, novembro 30, 2004

Causa Mundial


Antigo corretor da bolsa de Nova York planeja criar um fundo de reserva para compensar pessoas e instituições lesadas pela Coca-Cola.

Max Keiser, de 44 anos, "ativista de investimentos", com estilo próprio, se uniu ao filho do empresário James Goldsmith, com o propósito de baixar o valor das ações da Coca-Cola em 12 meses de U$40 (valor atual arredondado) para U$22.

A diferença acumulada entre os valores seria distribuída às "Vítimas da Coca", processo que seria apoiado e auditado pela revista de ecologia de Zack Goldsmith, baseada em Londres. A revista seria também responsável pela logística e outros procedimentos das doações.

fonte:http://www.reuters.co.uk/newsArticle.jhtml?type=oddlyEnoughNews&storyID=6927760§ion=news&src=rss/uk/oddlyEnoughNews

segunda-feira, novembro 29, 2004

A Coca-Cola É Uma Empresa Cidadã?

"Como não há comprovação científica que garanta a qualidade, segurança e eficácia dos polifenóis de alcachofra para fins estéticos, a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), determinou nesta segunda-feira, dia 29, a suspensão em todo o país, a importação, fabricação, manipulação, distribuição, comércio e uso do extrato do polifenol de alcachofra."

fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/brasil/2004/11/29/ult2041u28.jhtm

Cada produto que é retirado do mercado sob justificativas como as do caso acima, reforça mais a sensação de impotência dos cidadãos que, como consumidores ou ex-consumidores de coca-cola, têm o direito de saber o que estão ingerindo ou já ingeriram.

A Coca-Cola se recusa a responder se usa derivado da folha de coca em seu concentrado. Mas continua se declarando uma empresa cidadã. A Coca-Cola deveria, antes de atribuir a si mesma predicados sem a menor ligação com a realidade, até como termômetro de mercado, perguntar a esses cidadãos que aguardam a resposta (ou seja, a maior parte da população brasileira), se consideram a Coca-Cola uma empresa cidadã. Tenho certeza, que diferentemente da Coca-Cola, essas pessoas iam ter muito o que responder.

domingo, novembro 28, 2004

A Coca Tem Direito À Imunidade No Brasil?

A Coca-Cola patrocina o futebol,
A Coca-Cola patrocina a Globo,
A Coca-Cola patrocina as Olimpíadas,
A Coca-Cola tem 146 Programas de Responsabilidade Social,
A Coca-Cola outras 199 coisas mais...........

É de responsabilidade das autoridades brasileiras , principalmente dos órgãos de normas ligadas ao consumidor, de produzir uma resposta, mas que seja bem convincente, que justifique o direito à imunidade que a Coca-Cola exerce neste país..

Por que outros produtos NÃO PODEM?
Por que a Coca-Cola PODE?

Há um ano e meio o caso Dolly X Coca-Cola se arrasta.
As intituições de regulamentação já sabem muito. Há autoridades que tentam, mas pouco realizam.

É preciso que os cidadãos brasileiros decidam se patrocínios ao entretenimento e programas sociais maquiadores pagam o preço do ônus da imposição no mercado de um consumo comprovado cientificamente como nocivo.

O que é normal acontecer quando alguém denuncia ou confessa um crime?
Pois é, quando se trata da Coca-Cola, nada parece ser normal.
Leia o post abaixo de 4 meses atrás:

posted by JULIANA LOVE
2:17 AM

Quarta-feira, Julho 28, 2004

NÃO HÁ A MENOR DÚVIDA DE QUE A COCA-COLA USA FOLHAS DE COCA", DIZ EX-EXECUTIVO DA MULTINACIONAL

Coca-Cola: um produto que vicia?
Na madrugada desta segunda-feira, 26, o Programa 100%Brasil, na Rede TV!, levou ao ar entrevista com Placídio José Mendes, ex-executivo da Coca Cola que já foi responsável por "liberar" a entrada no país do Extrato Vegetal que jamais teve seu conteúdo analisado, embora há mais de 60 anos seja consumido por milhões de pessoas. Ele garantiu: A Coca-Cola usa, sim, derivados de folhas de coca no produto, o que é terminantemente proibido, por propiciar dependência física e psíquica.

São Paulo - Todo mundo conhece alguém "viciado" em Coca-Cola, que mais do que beber normalmente o produto como um refrigerante qualquer, não consegue passar sem ingeri-lo. Tem quem tome assim que se levanta, ao amanhecer, para "acordar", ou "para se manter acordado". A razão disso, dessa possível dependência, está para ser descoberta.

Quem sintonizou a REDE TV! na madrugada deste domingo para segunda, por volta da meia noite e meia, deparou-se com um senhor franzino, magro e abatido, dando entrevista ao jornalista Marcos Barrero no programa 100%Brasil, e desvendando uma parte importante desse mistério. E se parou para ouvir atentamente o que este senhor dizia, neste momento está estupefato, preocupado com o refrigerante que bebe e compra para sua família, e mais, deve estar se perguntando: onde está a Justiça Brasileira?

A entrevista de Placídio José Mendes, hoje um perseguido, e durante muitos anos executivo financeiro da multinacional Coca-Cola, foi elucidativa e deverá ser encaminhada às autoridades competentes. Ele não só declarou ter certeza de que o Extrato Vegetal utilizado na Coca-Cola contém derivados de folhas de coca, como deu detalhes das inúmeras manobras que foram e são perpetradas para que o produto nunca fosse analisado no Brasil. Ele próprio, Placídio, foi durante anos o responsável pela importação "sem problemas" da famosa Mercadoria número 5, como é chamada essa parte da composição do refrigerante. A lei brasileira, de 1938, proíbe terminantemente qualquer uso de substância tóxica e ele garantiu ainda: "O extrato vegetal líquido nunca foi analisado pelo Ministério da Agricultura, nem pelo da Saúde, nem pelas áreas de Comércio Exterior, nem pela Cacex. Há um leque de manobras políticas e estratégicas utilizadas para abafar esse assunto".

Placídio enumerou casos, mostrou documentos e lembrou que, em 1980, a Cacex chegou a proibir a importação pela falta de respostas convincentes da Companhia. "Mas nada ia para frente. E se havia algum funcionário das instituições que criasse caso, ou ele ia para a rua, ou era transferido do setor imediatamente". Citando estudos feitos por toxicologistas, incluindo o Dr. Octávio Medeiros Brasil, que já dirigiu o Instituto de Criminalística da Polícia Federal, Placídio explicou ainda durante o programa porque o uso de derivados de folhas de coca é imperceptível em análises no produto final."O refrigerante utiliza ácido fosfórico em sua diluição, o que homogeiniza e mascara a utilização dos alcalóides. É mentira também que se trata do segredo da fórmula, que se chama 7 X. É mais uma forma de escamotear o assunto".

Outros parlamentares deram depoimentos no programa apresentado na REDE TV!, que reprisou momentos da Audiência Pública na Câmara Federal, dia 3 de julho passado, e que foi paralisada abruptamente em manobras regimentais justamente quando se questionava o presidente da Coca-Cola no Brasil, Brian Smith, sobre se havia ou não derivados de folhas de coca no produto. Entre eles, Inocêncio de Oliveira (PFL/PE) e Severino Cavalcante (PP/PE), dois componentes da Mesa diretora da Câmara. Para eles, o assunto deve ser investigado até o fim e a análise, providenciada pelas autoridades competentes, no caso, o Instituto de Criminalística da Polícia Federal. No início de maio foi aprovado - por unanimidade - o requerimento 1866 de autoria do deputado federal Renato Cozzolino (PSC/RJ) e que solicita que a análise do Extrato Vegetal seja realizada. Estranhamente, quase três meses depois o pedido ainda continua parado, esperando decisão do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT/SP).

Esse assunto não é recente. Há anos vem à tona e é sufocado pelo lobby da multinacional que, no entanto, agora, terá que responder. "A Coca-Cola é igual à mulher de César. Deveria, ela mesmo, comprovar que é pura, para acabar com as dúvidas que sempre pairaram sobre esse assunto", cobrou o deputado Inocêncio de Oliveira na entrevista que foi ao ar durante o programa, que a multinacional vem tentando tirar do ar, e que tem trazido revelações surpreendentes sobre vários aspectos, da ação da companhia no Brasil.

(Leia matéria esclarecedora publicada na Folha de S. Paulo, edição de 25 de março de 2001, acessando este link: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2503200108.htm )
Home-page : www.dolly.com.br

Fonte:
http://www.blogger.com/app/post.pyra?blogID=7100164

sexta-feira, novembro 26, 2004

Existe Folha De Coca Na Coca-Cola?


Para saber, ligue 0800 21 21 21 e faça a seguinte pergunta:

EXISTE ALGUM DERIVADO DA FOLHA DE COCA NA COCA-COLA?

A resposta deve ser objetiva:
SIM/EXISTE ou NÃO/NÃO EXISTE

Não aceite embromações marqueteiras, pseudo-históricas ou pseudo-científicas que você pode obter em outras fontes.

quinta-feira, novembro 25, 2004

Tem muita Folha De Coca na história da publicidade da Coca-Cola.

Veja o site: http://www.jipemania.com/coke/curi/curi3.htm

quarta-feira, novembro 24, 2004

Americanos Solidários Com Indianos Contra A Coca-Cola


Em Minneápolis, EUA, estudantes da Universidade de Minnesota iniciam e lideram protesto nacional contra a depredação dos lençóis freáticos na Índia.
A Campanha Nacional Contra a Coca-Cola é administrada pela Corporate Accountability International (CAI) - Organização Internacional Para a Prestação de Contas de Corporações; e começou com centenas de pessoas ligando para a 'hotline' da companhia exigindo uma satisfação dos funcionários e com pessoas aglomeradas na universidade tirando fotos com o CEO da Coca Neville Isdell com uma faixa, onde se lia : "Coke, Stop Stealing Water!" - "Coca, Pare De Roubar Água!". Este evento, parte da campanha nacional contra a Coca-Cola, aconteceu paralelo à uma marcha de grupos de protesto de 150 milhas no nordeste da Índia.

"Este é o início de uma protesto para longo prazo, uma campanha de 10 anos", disse Steven Sarno, organizador da campanha em Minneápolis. "Estamos chamando a Coca-Cola para cessar suas práticas perigosas e irresponsáveis na Índia. Estamos ouvindo o chamado do povo indiano e queremos ter a certeza de que ele não será ignorado. Temos fábrica de Coca-Cola também aqui em St. Paul, mas o caso da Índia é mais complexo devido às políticas irregulares de governo."


A Campanha Na Índia

Leia mais: http://www.aapress.com/webnov19/e-groupcoke.html
http://www.stopcorporateabuse.org/cms/page1191.cfm

segunda-feira, novembro 22, 2004

Folha De Coca Não É Entorpecente.....Tem Certeza?

A Coca-Cola Não Está acima Da Lei......Tem Certeza?

Comissão da Câmara Federal debateu concorrência desleal de refrigerantes

A Comissão de Defesa do Consumidor promoveu audiência pública para discutir denúncias de concorrência desleal apresentadas pela empresa de refrigerantes Dolly contra a Coca-Cola.

Alimento Seguro (17/11/2004) -- Ao final do debate, realizado hoje na Câmara Federal, durante o qual as duas empresas trocaram pesadas acusações quanto ao uso de substâncias proibidas, o presidente da Comissão, deputado Paulo Lima (PMDB-SP), disse que agora cabe à Polícia Federal, ao Ministério Público e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) adotar as providências cabíveis ao caso.

Lima afirmou ainda que, embora a audiência pública tenha esclarecido que a Coca-Cola não usa produto tóxico ou entorpecente, foram solicitados dois pareceres sobre os extratos vegetais contidos tanto na Coca quanto na Dolly. Os exames serão acompanhados por representantes das duas empresas junto ao Ministério da Saúde.

A Comissão poderá realizar uma nova audiência pública sobre o assunto. "Se forem necessárias novas informações", admitiu Lima, "poderemos ouvir a empresa franqueada para o engarrafamento da Coca-Cola em São Paulo".

Espionagem -- Na audiência de hoje, sugerida pelos deputados Celso Russomanno (PP-SP) e Jonival Lucas Júnior (PTB-BA), o presidente da Dolly, Laerte Codonho, acusou a Coca-Cola de ter infiltrado um espião em sua empresa. Segundo ele, Pedro Quintino de Paula teria se apresentado como contador para "fazer espionagem para a Coca-Cola" e "adulterar notas".
Ele disse ainda que gostaria de saber da Coca-Cola se o extrato número 5, derivado da folha de Coca, está presente na fórmula da bebida. Para o presidente da Dolly, isso configuraria concorrência desleal, uma vez que tornaria o produto viciante.

Em resposta, o presidente da Coca-Cola no Brasil, Brian Smith, afirmou que a sua empresa não usa substâncias proibidas. Ele lembrou que, em 2000, um teste com as substâncias do refrigerante, efetuado pela área de criminalística da Polícia Federal, comprovou que o produto é seguro. Para Smith, Laerte Codonho está fazendo uma campanha de difamação contra a Coca-Cola para que a Dolly aumente suas vendas.

O presidente da Coca-Cola enfatizou ainda que o produto tem 72 anos no Brasil e que tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Lembrou também que a empresa está presente em 200 países do mundo: "Não conseguiríamos enganar o mundo inteiro". O dirigente também mostrou que, no ano passado, a Coca-Cola vendeu R$ 6 bilhões, deixando no País R$ 2 bilhões em impostos.

Fórmula secreta -- Alegando que a empresa tem uma longa tradição de sigilo empresarial, o presidente da Coca-Cola recusou-se a revelar a origem do extrato vegetal número 5, um dos componentes do refrigerante sabor cola da empresa, o mais vendido em todo o mundo.

Os deputados Celso Russomanno (PP-SP) e Renato Cozzolino (PSC-RJ) insistiram em saber a origem do extrato, que a Coca mantém em sigilo há mais de um século. Os deputados argumentaram que o Código de Defesa do Consumidor determina a informação sobre a origem, embora não sobre a fórmula do extrato. De nada adiantou. Smith repetiu que a origem faz parte da fórmula da bebida, que a Coca-Cola tem o direito de não revelar.

Os deputados Renato Cozzolino (PSC-RJ) e Raquel Teixeira (PSDB-GO) sugeriram a realização de análises por dois peritos, um da Dolly e outro da Coca-Cola, para saber a composição dos extratos vegetais utilizados. E o presidente da Comissão de Finanças e Tributação, deputado Nelson Bornier (PMDB-RJ), garantiu que a Comissão vai votar propostas de fiscalização e controle sobre a Dolly e sobre a Coca-Cola, e depois enviar o resultado aos órgãos competentes.

Pressão comercial -- Segundo o presidente da Dolly, desde 2001 a Coca-Cola faz pressão sobre os seus clientes e pontos de venda. "A Coca tinha um contrato com o sr. Fábio Melo pelo qual, para cada ponto que ele retirasse a distribuição da Dolly, receberia R$ 1 milhão", afirmou Codonho.
Nessa mesma época, segundo ele, sua empresa passou a sofrer uma devassa promovida pela Receita Federal, pelo Ministério Público e pela Secretaria de Fazenda de São Paulo, sem que até hoje nenhuma irregularidade tenha sido encontrada.

Investigação -- Para a coordenadora-geral de Análise de Infrações nos Setores de Serviço e Infra-estrutura da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça, Alessandra Viana Reis, há fatos que merecem ser investigados na gravação de conversa entre o ex-diretor da Coca-Cola Luiz Eduardo Capistrano do Amaral e o presidente da Dolly. De acordo com Alessandra, parece claro na gravação que qualquer fornecedor que quisesse trabalhar com a Coca teria que suspender o fornecimento da Dolly.

O representante do Departamento Jurídico da Coca-Cola, Rodrigo Caracas, porém, informou que a empresa já entrou com várias ações indenizatórias contra a Dolly para reparação de danos morais e materiais, além de ganhar recurso junto ao Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) para a retirada de outdoors que difamavam a Coca.

Também presente à audiência, o assessor da Presidência do Cade, Rubens Nunes, disse que não poderia se pronunciar porque o processo ainda está em andamento. Os deputados presentes ao debate pediram ao Cade e à Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça que acelerem a análise das denúncias da Dolly contra a Coca-Cola.

Venda da Dolly -- Ex-presidente da Coca-Cola, Jorge Dante Giganti rebateu todas as acusações contra a empresa e acusou o dono da Dolly de ter tentado vender sua fábrica à Coca por R$ 100 milhões, e mais R$ 10 milhões de comissão. Ele acusou ainda Laerte Codonho e o contador da empresa, Pedro Quintino de Paula, de fraudarem o Fisco.

Codonho defendeu-se e assegurou que, na gravação, o que aparece é a tentativa da Coca-Cola de fazê-lo vender a sua empresa. "A missão de Capistrano durante a gravação é comprar a Dolly para fechar nossas portas", afirmou, acrescentando que todas as acusações contra ele foram julgadas pela Polícia Federal, Receita Federal e pelo Ministério Público. Estou limpo, disse.


Reportagem de Teresa Cristina Soares, Edição Rejane Oliveira, da Agência de Notícias da Câmara Federal

Fonte: http://www.alimentoseguro.com.br/noticias1630.asp?tipo_tabela=noticias&id=1630

domingo, novembro 21, 2004

No Mundo, Assim Como No Brasil......


COM DEFEITO

Na Índia, a Corte de Bengala intima Coca-Cola e PepsiCo a revelarem o conteúdo dos concentrados nos xaropes das bebidas.
http://www.thestatesman.net/page.news.php?clid=1&theme=&usrsess=1&id=60429

No Japão, a Coca vai fechar 7 engarrafadoras para cortar custos. Ao todo, são 34 fábricas em todo o país.
http://www.just-drinks.com/news_detail.asp?art=25304

O papel dos boicotes: Depois da reeleição de Bush, levou menos de uma semana para os ativistas da paz chegarem ao consenso: "Levante-se e Lute!"
http://www.commondreams.org/views04/1118-24.htm

sábado, novembro 20, 2004

Coke-Incompet-Nonsense

Robô da Coca-Cola revolta judeus - MJI

Demonstrando que a grande mídia tem baixo poder de penetração e que a pequena mídia não é diferente, uma notícia muito importante sobre as raízes do entendimento sobre o anti-semitismo passou totalmente desapercebida e não comentada. Leia primeiro a notícia da CNN:

Robô da Coca-Cola revolta judeus HONG KONG -- A mais recente campanha promocional da Coca-Cola em Hong Kong gerou um grande mal-estar na comunidade judaica do território. O centro da polêmica está em um robô vendido pelo gigante dos refrigerantes e que parece ostentar suásticas pelo corpo. O rabino Yakkov Kermaier, da sinagoga de Ohel Leah, pediu que o fabricante norte-americano suspenda imediatamente as vendas do brinquedo. Kermaier disse acreditar que a estampa do símbolo nazista em um dos personagens do "Robocon" não tenha sido proposital. Ainda assim, classificou a comercialização do boneco como inaceitável. Um dos robôs da série promocional, o "Robowaru", traz no peito um símbolo muito semelhante à suástica. Para adquirir o boneco, o consumidor de Hong Kong tem que comprar meia dúzia de garrafas de Coca-Cola e pagar mais 3,60 dólares. O robozinho vem montado em uma plataforma de plástico, com a marca do refrigerante impressa. "Não se trata simplesmente de um símbolo político incorreto", alegou Kermaier. "É um emblema que representa o massacre de seis milhões de judeus" Jennifer Chan, porta-voz regional da Animation International informou que a empresa que comercializa dos direitos do Robocon na região e projetou os bonecos junto com a Coca-Cola -, garantiu que os símbolos no "Robowaru" não têm nenhum vínculo com quaisquer organizações ou religiões. De fato, Kermaier reconheceu que a suástica pode ser facilmente confundida com sinais budistas, comuns na Ásia. Os dois símbolos são representados pelo avesso de duas imagens, com os braços apontando em posições contrárias.

A idiotice da redação da CNN em português, oriunda da tradução de uma notícia da Associated Press, demonstra a falta total de conhecimento sobre as coisas mais básicas e também a atual "moda" do jornalismo de nem sequer saber que o passado existiu. O símbolos não "parecem" suásticas. Os símbolos "são" suásticas. A imagem colocada no ar pela CNN (que você pode ver no site) está intencionalmente manipulada para que não se possa ver claramente as suásticas e não se consiga chegar a conclusão nenhuma. A tal da Jennifer Chan, foi outra toupeira ao afirmar que os símbolos não têm nada a ver com política ou religião, pois as suásticas são essencialmente religiosas e políticas em qualquer contexto. Quanto às palavras banais do rabino Kermaier, o que se pode dizer? O sujeito desconhece as religiões e as tradições da região onde vive! Amparado pela Torah, certamente não acredita nas "religiões orientais" e no budismo, mesmo que elas sejam realidade para mais de 2 bilhões de pessoas, contra sua comunidade de uns 1.500 judeus de Hong Kong. Amparado pelos 5 mil e poucos anos da realidade única da Tora, o rabino não vai perceber que enquanto os judeus criavam sua alegoria da criação mundo, os orientais já possuíam 5 mil anos de história registrada, passando dos 10 mil hoje em dia. Mas sua reclamação surtiu um inesperado efeito imediato, que a CNN não publicou:

Associated Press Hong Kong, China - depois das críticas do rabino Yakkov Kermaier, a Coca-Cola, retirou a bonequinho do robô em Hong Kong. O motivo da reclamação era o Robowaru, uma das figuras da série de TV japonesa Robocon, que parece ter dois símbolos suástica no peito. O boneco podia ser comprado por cerca de 12 reais na compra de 6 garrafas de Coca-Cola. Os bonecos ficam sobre grandes "chapinhas" vermelhas da Coca-Cola

Novamente a AP vem com essa coisa do "parece que são suásticas". Entre o no site e veja as imagens... A série de TV Robocon teve início nos anos 1970 e hoje se transformou em um dos desenhos animados mais importantes da indústria japonesa. Os brindes da Coca são os personagens históricos principais da série, já com uns 30 anos de existência. Nesse meio tempo, ninguém - repito -, absolutamente ninguém, percebeu ou se importou com o Robowaru. Mas o pior é que são dois! Coisa que a AP e a CNN são incapazes de relacionar. Se o Robowaru tem as suásticas meio camufladas, o Robogaki as têm inequivocamente expostas (veja as imagens no site). Há outras animações orientais onde a suástica aparece, sempre dentro do contexto oriental e não do contexto ocidental e isso deve e precisa ser respeitado. Ao invés de exigir a retirada do brinquedo, ao nosso ver de forma abusiva, pelo contexto local e religioso envolvido, o mais correto seria um esclarecimento ao público sobre o significado da suástica para os ocidentais e principalmente para os judeus, mas sem esperar que alguém se importe ccom isso por lá; Para hindus e budistas a suástica é um símbolo religioso ligado à boa sorte, ao bem estar e a ser afortunado, em uso há uns 3.000 anos. Ou seja, os coitados dos Robowaru e Robogaki são os "robôs do bem" e não os vilões nessa história. Só para ter uma idéia, um Robowaru de metal com 13 cm de altura, original de 1975 vale uns 700 reais no mercado de colecionadores de brinquedos. Para não deixar a Coca-Cola sem ser um pouquinho vilã nessa história, veja também em nosso site a peça promocional da empresa, de 1925, que ela nega ter existido e sequer consta de seu museu, mas alguns colecionadores têm: é uma suástica promocional da garrafa de 5 centavos.

José Roitberg - jornalista

Fonte: http://www.pletz.com/artigos/mji270502.html

Com o vício de "pregar e não praticar", a Coca esqueceu que vivemos num mundo globalizado. É muita trapalhada e incompetência. Um Neville só não dá conta disso......

quinta-feira, novembro 18, 2004

COCA-COLA DEMONSTRA EM PÚBLICO PREOCUPAÇÃO EM ABAFAR DENÚNCIAS

7h: 40' de atritos e debates na Audiência Pública na Câmara Federal: gigantesca mobilização da multinacional demonstrou a inacreditável fragilidade da gigante e o fracasso na tentativa de desviar assunto

São Paulo e Brasília, 18 – Foi de tal forma espalhafatosa, atrapalhada e pouco convincente a manifestação de força desproporcional mobilizada e utilizada ontem pela Coca-Cola no Congresso Nacional que, se alguém ainda tinha dúvidas se a empresa é culpada nas denúncias feitas pela Dolly, agora tem a certeza. Até os deputados mais aguerridos na defesa da multinacional, destacando-se o deputado federal José Carlos Araújo (PFL/BA), foram perdendo força durante as 7 horas e 40 minutos de duração da Audiência Pública, já inscrita como histórica. O plenário reuniu três das mais importes Comissões da Casa: Defesa do Consumidor, Finanças e Tributação e Fiscalização Financeira e Controle, fato que não se vê até quando se trata de questões mais relevantes para o país. E, no fim, uma das principais dúvidas levantadas pelos parlamentares não foi respondida, mas escamoteada de todas as formas – o extrato Vegetal utilizado em uma das fases de preparação do produto Coca-Cola tem ou não derivados de folhas de coca? Sim ou Não? Extrato Vegetal de quê? Qual é o “vegetal” utilizado?A Audiência acabou sendo um show. Mas era para ser apenas uma mera e tranqüila Audiência Pública da Defesa do Consumidor, esperada há mais de um ano, e que deveria esclarecer vários pontos da concorrência desleal denunciada pela empresa nacional de refrigerantes Dolly. Nesse ponto começou a tentativa de massacre por parte da multinacional que, não conseguindo refutar ou se defender das provas que vem sendo apresentadas em todas as instâncias onde está sendo julgada, resolveu atacar. Numa desajeitada estratégia de guerra ao estilo americano primeiro fez com que, de última hora, as outras duas comissões integrassem o evento. O propósito: denunciar a Dolly por suposta sonegação fiscal. Na falta de assunto (mesmo com toda a espionagem da Kroll, entre outras tentativas) ou de qualquer documento mais “quente”, tentou ressuscitar como novos fatos já há anos absolutamente esclarecidos, utilizando como “laranjas” e “escudos” uma associação questionável, a ABCF, e um estelionatário. E que acabaram se mostrando e sendo a verdadeira imagem da Coca-Cola neste embate que já dura quase um ano e meio. Os argumentos dos dois arregimentados, Pedro Quintino de Paula e Fernando Rammazini foram desmontados em poucos minutos, mesmo com todo o circo evidentemente armado para beneficiar a multinacional.

DIRETO, PELA TV CÂMARA – A TV Câmara gravou tudo, e várias horas foram transmitidas ao vivo. Quem assistiu ou assistir (veja no site www.camara.gov.br), e for brasileiro ou apenas isento de preconceitos, verá cenas dantescas e uma grande defesa da empresa nacional, além de defesa clara de seus próprios direitos. Sozinho, Laerte Codonho, presidente e dono da marca Dolly, enfrentou de peito aberto todo um exército, todo o esquema milionário, para visível surpresa da própria “tropa de choque” da multinacional que achou que o “assustaria” levando o assunto a tiracolo. PANGAIA VEM AÍ - No fim, conseguiram atrapalhar um pouquinho, mas só um pouquinho, a continuidade das denúncias de Codonho, como o caso Operação Pangaia, muito complexo e bem documentado. Mas que agora primeiro será levado pelo próprio Laerte Codonho diretamente ao delegado responsável pelo inquérito aberto já há algum tempo, em Brasília, e que investiga a multinacional e todo o Sistema Coca-Cola, a pedido do subprocurador geral da República, Moacir Guimarães Morais Filho. No momento que a Operação Pangaia foi citada, sumiu imediatamente o sorriso do rosto de vários dos “comandantes” da Coca-Cola. Afinal eles sabem que tratar-se –á da revelação de um esquema de sonegação fiscal da ordem de 7 bilhões de reais – em grande parte liderada também pelo argentino Jorge Dante Giganti, ex-presidente da engarrafadora de São Paulo e da Coca-Cola no Brasil, Argentina e México, e um dos convocados de ontem. Mesmo declarando-se afastado da empresa era surpreendente ver Giganti como um dos principais articuladores - também dentro do próprio plenário - do esquema planejado contra a Dolly e seu proprietário utilizando justamente o que ele denuncia há meses. No caso, alguns dos agentes, os próprios, que foram responsáveis por muitas das sabotagens, espionagens, infiltrações e até invasões sofridas pela Dolly durante anos até que esta juntasse provas para apontar os vários crimes cometidos, com a cobertura, conhecimento e apoio dos principais executivos da multinacional. (documentos à disposição da imprensa). Várias vezes, Giganti tentou até se adiantar e responder a perguntas dirigidas ao atual presidente, Brian Smith, sendo por isso duramente repreendido por um dos presidentes da mesa, no caso, o deputado Nelson Bornier (PMDB/RJ).FOLHAS DE COCA – Durante muito tempo a Audiência Pública discutiu a dúvida se há derivados de folhas de coca no Extrato Vegetal utilizado na produção da Coca-Cola. A pergunta acabou não sendo respondida. Embora a Coca-Cola ainda insista, para negar, em apresentar laudo de 2000, ocasião na qual apenas os produtos – latas e garrafas – teriam sido analisados. Tentando mudar o assunto, já que o caso em questão no momento se encontra nas mãos do Ministro Márcio Thomaz Bastos, da Justiça. A pedido da própria Câmara Federal, a análise que será solicitada ao Instituto de Criminalística será do produto Extrato Vegetal in natura, como chega ao Brasil, em Manaus, importado dos Estados Unidos. A Coca-Cola continua muito preocupada com esse assunto. E, ontem, mais uma vez, quem viu atentamente o que ocorreu no mínimo já está com várias certezas: se não tem nada errado, por que tanta preocupação? Por que nem o farmacêutico levado à audiência nem o presidente responderam, chegando a se mostrar nervosos e reticentes? P.S.: -Para não ter dúvidas, já que poucos jornalistas acompanharam a audiência do começo ao fim, não deixe de visitar o site oficial da Câmara: www.camara.gov.br. Na área de imprensa, a cobertura oficial que mostra os fatos acima relatados. Você poderá também ver e ouvir trechos das gravações diretas feitas pela TV Câmara, que foram ao ar ao vivo ontem e que certamente serão reprisados.

Marli Gonçalves – Jornalista – MTb 12.037ASSESSORIA DE IMPRENSA DA DOLLY REFRIGERANTESTel. (11) 9186-0085 - marligo@uol.com.br


Fonte: http://www.dolly.com.br/

O Futebol Da Marca Resgistrada

Renasce a polêmica sobre a FIFA e o patrocínio das marcas.

A FIFA tem um orçamento de U$ 4 milhões originados da publicidade, das concessões televisivas de campeonatos , das grandes corporações e também dos convênios. Com dinheiro deste orçamento, seu presidente, Joseph Blatter, pagou federações nacionais para assegurar sua reeleição, segundo denunciou o secretário geral da Federação Internacional, Michel Zen Rufner; e também foi acusado por onze membros do Comitê Executivo, de beneficiar um árbitro nigeriano, célebre no Chile, Lucien Bouhardeau, com 25 mil dólares, por sua atuação na França, em 1998.

Costuma-se dizer que "a FIFA é um feudo, território da máfia, administrado por capos empossados que especulam com as riquezas da instituição do futebol, congestionados de poder."
É da vontade da FIFA que o espetáculo futebolístico se alastre pelo mundo, atravessando barreiras políticas, sobrepassando fronteiras, modificando legislações e soberanias.

Este afán globalizante do espetáculo chega aparelhado com suas corporações e seus interesses primordiais.

Para o Mundial de Futebol de 1998, a FIFA recebeu por concessão de licenças, U$ 100 milhões da ADIDAS, U$ 50 milhões da Coca-Cola, e outros U$ 50 milhões da Mastercard. Para o Japão e Coréia em 2002, a Coca-Cola cedeu U$ 120 milhões.

Para as empresas, isso significou uma vitrine privilegiada para um mercado de 2 bilhões de consumidores - a Copa do Mundo foi transmitida ao vivo para 2 bilhões e oitocentos milhões de expectadores, e 1 bilhão e quinhentos milhões assistiram a final entre a Alemanha e o Brasil.

Os nomes dessas marcas aparecem em conhecidas organizações de lobby. Com isso, sabe-se que a Nike é membro da USCIB e Am Cham, a qual também pertence a Reebok.
Entre outras coisas, estas sociedades de lobby trabalham para evitar que os países legislem prejudicando as liberdades das transnacionais, principalmente quanto à regulamentação trbalhista e do meio-ambiente. Impondo seus códigos de conduta internos por sobre as jurisprudências locais.

O patrocinador de 20 equipes chilenas se associou à FIFA em 1974, controlando 50% do mercado de refrigerantes no mundo: É a Coca-Cola.
Este gigante, emite somente gases e publicidade. Sua cadeia de produção: engarrafadora, distribuição e cobrança, é delegada a franquias e empresas contratadas, porque a grande transnacional não assume o ônus das empresas locais em relação ao controle de qualidade, causas ambientais e trabalhistas, etc; se mantendo distante das responsabilidaes judiciais e sanções legais

No Brasil, pátria do presidente honorário da FIFA, João Avelange, o Congresso Nacional teve que interferir no contrato entre a Nike e a seleção de futebol, para eliminar cláusulas que atentavam quanto a legelidade e os interesses do país.

Empresas maquiadoras são empresas testa-de-ferro, contratadas por outras empresas para levar a cabo operações arriscadas. Operações estas, que não cabe às primeiras executar. Por ser prática bastante comum entre as transnacionais contratar 'maquiadoras', a experiência no México, no Brasil, na China e na Índia demonstrou que o sistema adodado pelas transnacionais, de ter se esconder portrás de outras empresas, tornando sua imagem inatingível, oculta trabalho infantil, extensas jornadas de trabalho, enfermidades associadas à produção, segurança nula nas fábricas, discriminação racial e salário indignamente baixo. Tornando os custos de produção pra lá de reduzidos.

Leia na íntegra:
http://www.periodismo.uchile.cl/contintanegra/2004/Junio/deportes1.html

quarta-feira, novembro 17, 2004

Caindo.........Caindo..........caindo.......

Vendas Da Coca-Cola Perdem Gás
JB, Economia & Negócios, 14/11/2004
Steve Mathews da Bloomberg

A Coca-Cola , maior fabricante mundial de refrigerantes, baixou suas metas de lucros e vendas para o futuro próximo devido à queda significativa das vendas de refrigerantes nos Estados unidos e na Europa e à intensificação da concorrência imposta pela PepsiCo.

Os lucros por ação da empresa deverão ter crescimento de até 9% anuais a partir de 2006, expansão inferior à sua meta anterior, de 11% a12%, informou a Coca-Cola esta semana, em comunicado divulgado antes de uma reunião com investidores em Nova York . Consideradas por volume, as vendas deverão crescer de 3% a 4% ao ano, uma retração em relação à meta anterior de 5% a 6%.

E Neville Isdell, que, mesmo aposentado, voltou a trabalhar em junho, assumindo o cargo de principal executivo da empresa, pretende elevar os gastos com marketing e desenvolvimento de novos produtos em US 350 milhões a $400 milhões ao ano para 2005.

A Expansão das vendas da Coca-Cola alcançou 2,3 anuais nos últimos 5 anos, comparativamente aos 3,8% computados pela PepsiCo.
- eles tiveram sérios problemas - disse Keith Patriquin, analista da Loomis Syles & Co. em Boston, que administra cerca de 130.000 ações da companhia. - Adotar uma posição conservadora e confiável será uma medida aplaudida pelos investodores.

Os lucros de 2005 não cumprirão a nova meta da empresa, disse Isdell no comunicado. A expansão dos gastos com publicidade e a fragilidade das vendas em mercados fundamentais, entre os quais os da América do Norte e da Alemanha, vão reduzir os lucros.

Até a última quinta-feira, as ações da Coca-Cola acumulavam queda de 27% nos últimos 5 anos, enquanto as da PepsiCo tiveram valorização de 58% no mesmo período.

O aumento dos gastos deverá acelerar a expansão das vendas nos mercados emergentes, como a Índia e a China, além de intensificar o treinamento dos funcionários para suprir a falta de profundidade na direção da empresa, disse Isdell.

Oito analistas têm a recomendação de "comprar" para as ações da Coca-Cola, enquanto 13 deles aconselham a "manter a posição" e dois a de "vender" os títulos da empresa.
_ baixar as expectativas é uma medida inteligente - disse Walter Todd, da Greewood Capital Associates, que detém 350.000 ações da Coca-Cola. - a Coca prometeu demais e cumpriu de menos nos últimos 5 ou 6 anos. Vale a pena ser franco e direto.

Em 2002, a empresa abandonou a prática de fazer previsões regularmente, seguindo a recomendação de seu maior acionista, o bilionário Warren Buffet.

Em stembro, Isdell aboliu essa prática, ao dizer os resultados do semestre não corresponderiam às estimativas.

terça-feira, novembro 16, 2004

Engarrafadoras Da Coca-Cola Mudam De Mãos

O Financial Times Deutschland publicou recentemente a notícia de que algumas engarrafadoras da Coca-Cola, na União Européia, passariam a operar para a PepsiCo, devido ao cancelamento de contratos com a Coca por motivo de corte de custos. Entre elas está a Interdrink, a maior engarrafadora da Coca-Cola na Alemanha. É, de mal a pior......

Fonte: http://www.just-drinks.com/news_detail.asp?art=25243

Engarrafadora Da Coca-Cola Se Envolve Em Escândalo De Evasão De Divisas

Uma Evasão que supera 14 milhões de dólares em impostos não recolhidos pode causar enfrentamento entre o governo chileno e um poderoso grupo empresarial - o Servicio de Impuestos Internos (SII) contra a Vital S.A. (filial da Embotelladora Andina).

A Embotelladora Andina é a mais importante das 3 distribuidoras da Coca-Cola que operam no Chile: comercializa 54% de todas as vendas da Coca-Cola entre Chile, Argentina e Brasil.

A história tem origem no ano 2000, quando o Congresso chileno estava para aprovar uma norma que beneficiava indevidamente o setor privado do país, com a possibilidade de redução dos impostos, mediante a fusão entre filiais que geravam lucro com filiais que geravam prejuízo.

Foi nesta oportunidade, que executivos da Vital S.A. decidiram fundir o conglomerado com a O'Higgins S.A., comprada com tal finalidade pela Andina S.A. dois meses antes de concretizar a operação. Naquela época, a O'Higgins não tinha registro como pessoa jurídica, não possuia oficinas nem funcionários, e seu capital mal chegava a 220 milhões de pesos (370 mil dólares).

Fonte: http://www.rebelion.org/noticia.php?id=4290

segunda-feira, novembro 15, 2004

Os Ramazzini Atacam Outra Vez

COCA-COLA USA ABCF COMO “LARANJA” E “ESCUDO” NO CONGRESSO

Temendo revelações na Audiência Pública desta quarta, multinacional manipula deputados e prepara teatro, em conluio com Associação Brasileira de Combate à Falsificação e estelionatário já denunciado.

SÃO PAULO, 15 DE NOVEMBRO – Indiciada pela Secretaria de Direito Econômico, SDE, investigada pela Polícia Federal, prestes a ter o conteúdo de um de seus principais componentes analisado, e com processos transitando em todos os fóruns administrativos e judiciais, a Coca-Cola tenta, agora, mais uma vez, evitar a Câmara dos Deputados. E, para isso, manipula deputados, mídia, e tenta armar um teatro para a próxima quarta-feira, 17, em Brasília, onde está convocada para prestar esclarecimentos em Audiência Pública, às 10 horas da manhã, na Comissão de Defesa do Consumidor . Na ocasião, além de Laerte Codonho, dono da marca Dolly, deveriam estar presentes os presidentes da Coca-Cola, Brian Smith, o ex-presidente, o argentino Jorge Giganti e o ex-executivo Luis Eduardo Capistrano do Amaral. Na pauta, todos os detalhes da concorrência desleal – com a utilização de práticas criminosas, que vão de corrupção de agentes públicos, sabotagem, espionagem, sonegação fiscal, entre outras – praticada pela multinacional em plano para destruir a empresa nacional Dolly, e que seria apenas a “primeira vítima”.

As outras empresas nacionais em crescimento seriam atingidas depois, de acordo com o plano, revelado em detalhes por Capistrano do Amaral, um dos convocados, inclusive.Coca-Cola usa a estranha ABCF como escudo:medo da Câmara Federal ou de novas denúncias? Essa audiência - apresentada e aprovada há mais de um ano - por algum motivo apavora especialmente os dirigentes do Sistema Coca-Cola. Para evitá-la eles já tentaram algumas ações, como a contratação de lobistas (Alexandre Paes dos Santos e Luis Costa Pinto), manipulação de datas e do regimento e, agora, a utilização de uma pretensa Associação, que não resistiria a uma investigação séria e profunda de seus reais atos e interesses: a ABCF, Associação Brasileira de Combate à Falsificação.

A tal ABCF é dirigida por uma família, pai e filho, os Rammazini. Essa dupla aparece sempre para disfarçar interesses de grandes multinacionais em ações paralelas e que já são objeto de vários inquéritos e processos contra eles. O juiz João Carlos da Rocha Mattos, preso na Operação Anaconda acusado de vender sentenças judiciais, descreve longamente em seu depoimento como age a ABCF, financiando festas, “recursos” e apoios para executar seu trabalho. Há fortes indícios, ainda, da ligação da ABCF com a Kroll, a empresa americana que acaba de ter suas atividades ilegais de espionagem a descoberto na Operação Chacal e que também espionava a Dolly e seu proprietário. A ABCF já apareceu até em invasões irregulares a empresas, inclusive também contra a Dolly, e como “porta-voz” da Coca-Cola em recente matéria de capa da Revista Exame, em maio, que historiava o confronto empresarial.

Jogada Infantil: idéia de atrapalhar, para não explicar novas revelações, como a sonegação na compra de açúcar. Com medo de novas revelações que estão surgindo, como por exemplo, a revelação de como processam grave sonegação fiscal na compra de açúcar, a jogada armada pelo Sistema Coca-Cola com o auxílio de vários deputados financiados, chega a ser infantil.

A ABCF ressuscitou um estelionatário, Pedro Quintino de Paula, denunciado há mais de dois anos pela Dolly (e há um ano, novamente, apresentado em detalhes na Corregedoria da Receita Federal). Inventaram uma história e uma “denúncia”junto à Polícia Federal, envolvendo inclusive, e provavelmente enganando, de má-fé, o delegado Wagner Castilho, com uma série de documentos – eles falam em 30 quilos, usando inclusive alguns papéis roubados da Dolly pelo tal estelionatário. Cavaram uma pretensa matéria jornalística, que já tinha ido ao ar, sem efeitos, há mais de um mês. Na semana passada, forçaram a reprise desta matéria, para que os deputados José Carlos Araújo (PFL/BA) e Jonival Lucas Júnior (PTB/BA) a utilizassem para solicitar mais convocações e “atrapalhar” a Audiência Pública, chamando também a tal ABCF e seu estelionatário de plantão. Assim, pensam, colocariam a Dolly “na parede”, e os principais executivos da Coca-Cola, chamados, simplesmente não comparecerão.

“Eu não tenho o que temer. Eles têm!” – garante Codonho.“Eles vem tentando nos desqualificar e ficam desesperados porque sabem que estamos falando a verdade e que tudo que vimos denunciando, de forma bem documentada, está sendo comprovado. É inacreditável que a Coca-Cola ainda ache que estamos brincando e agora aparece por detrás dessa ABCF O que eu tenho a ver com falsificação? Eu lá falsifico refrigerantes?”, pergunta indignado Laerte Codonho, da Dolly.-- “Só que agora eles estão tentando fazer de bobas autoridades sérias, que já vêm investigando profundamente os assuntos por nós levantados. Agora, também a Polícia Federal de Brasília já tem inquérito aberto, contra a Recofarma, a Spal e a Coca-Cola do Brasil; na semana passada já prestamos novos depoimentos. Esses assuntos que eles querem usar são comprovadamente falsos. Agora queremos ver é eles se explicarem junto à Secretaria de Direito Econômico.

Estamos aguardando também para este mês as providências do Ministro da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, a quem já foi encaminhada a petição para a análise da “Mercadoria número 5”, ou Extrato Vegetal, sob forte suspeita de conter folhas de coca. Queremos ver eles explicarem a contratação da Kroll. Queremos ver eles explicarem a “sociedade” com o contrabandista Law Kim Chong e a Spal, a 15 de maio de 2000, como consta noRelatório final da CPI da Pirataria. Queremos ver como eles vão se livrar dos inúmeros processos e queixas-crime, de danos morais e patrimoniais contra nossa empresa. Queremos ver, enfim, como vão buscar se livrar do processo contra a matriz da Coca-Cola, nos EUA. E como vão conseguir abafar uma história que vem sendo acompanhada de perto pela imprensa internacional e pela Bolsa de Valores de Nova Iorque”Laerte Codonho conclui: “Eu não tenho o que temer. Eles têm. E deviam parar de fazer mais trapalhadas, de se unir a bandidos e, agora, de usar o nome do Brasil em vão, como estão fazendo,tendo a audácia de usar o nome de nosso país e nossas cores em sua marca, apenas para se sentirem mais brasileiros e distribuírem vultuosas verbas de propaganda, tentando abafar o assunto. Parece piada. E de muito mau gosto”.

Marli Gonçalves – Jornalista – MTb 12.037ASSESSORIA DE IMPRENSA DA DOLLY REFRIGERANTESTel. (11) 9186-0085 - marligo@uol.com.br

Fonte: www.dolly.com.br

A Coca-Cola Brasil Caiu.

No Manhattan Connection de ontem, Lucas Mendes aponta marcas norte-americanas que andam 'descarrilhando' na Europa. Dentre elas a Marlboro, o MacDonalds e a Coca-Cola. Questiona-se sobre a base da causa: o anti-americanismo, a rejeição a produtos que estragam a saúde.....?

Ricardo Amorim diz que além de tudo, a economia européia anda cambaleando e que o resto é conseqüência. Diogo Mainardi associa o caso à saúde e ao bem estar, mas sobretudo à incompetência das empresas, pois existem companhias americanas como a Ford, que vão muito bem. Caio Blinder fala que quem lançou a notícia foram as grandes agências publicitátias com o intuito de modificar o marketing das transnacionais tornando suas campanhas e logomarcas com características locais.....
A sacada dos publicitários foi boa, mas advinha quem caiu primeiro nessa estratégia?

Ricardo Amorim comentou que a mudança nas logomarcas incluindo 'características locais' desvaloriza a imagem da empresa. Pois o valor delas está exatamente em ser calcado na cultura norte-americana. Isso, nosso leitor e comentarista aqui do blog, Carlos Alberto, já tinha dito.

Em se tratando de Coca-Cola, a falta de visão e incompetência é tamanha, que faz qualquer um bater palmas para Diogo Mainardi.

E O Dinheiro Da Palestina?

Viúva de Arafat quer saber da herança, que cada expert garante ser uma quantidade de milhões diferente. Dinheiro que foi doado em maior montante por instituições árabes para a construção de um Estado independente, tomou chá de sumiço e perturba as noites e os dias de um povo sofrido.

Há dois anos atrás, Jim Prince, um contador americano, declarou no programa '60 minutes' da CBS, que parte da riqueza dos líderes palestinos constavam de um portfolio secreto num valor aproximado de $ 1 bilhão de dólares, com investimentos em fundos de capital nos US, nas ilhas Caymã, na Telefônica Celular da Tunísia, e principalmente - como não poderia ser diferente - na........Coca-Cola.

Parece que não há fonte de capital neste planeta da qual a Coca-Cola não beba...

Leia reportagem: http://sfgate.com/cgi-bin/article.cgi?f=/c/a/2004/11/07/MNGU49NGHN1.DTL

domingo, novembro 14, 2004

Desafio Profundo

Para recuperar a imagem corporativa admirada pelo mundo inteiro, empresas norte-americanas deveriam começar por recuperar seu país...... http://www.revistafusion.com/2004/marzo/temac126.htm

sábado, novembro 13, 2004

do blog da Rosana Hermann :

A Coca-Cola, quem diria...
Li neste link, que a coca cola, maior fabricante de refrigerantes do mundo, vai reduzir suas metas de crescimento porque, não levou em conta "The emerging consumer trends in health and wellness were missed," ou seja, perdeu a onda, perdeu o bonde das novas tendências do consumidor, que são saúde e bem estar.
Vou tomar uma água fresquinha, pensando nisso.

Crimes Da Coca-Cola No Exterior Perseguem Americanos Em Casa

A campanha do boicote à Coca-Cola já está bastante difundida pelas universidades dos Estados Unidos, principalmente nos estados ditos democratas.

Leia abaixo parte de um artigo escrito por Luce Guillém-Givins, aluna da faculdade de Macalester em Minneápolis, cidade do estado de Minnesota:

"........ A campanha de boicote aos produtos Coca-Cola tem obtido apoio de estudantes de muitas universidades americanas, e é muito pouco provável que empregados das fábricas percam seus empregos por causa da não renovação dos contratos exclusivos da Coca com as faculdades por aqui.

A Coca-Cola lucra de outras maneiras que não são estas; E a companhia não está tão preocupada com a perda imediata do dinheiro, mas sim com a perda da fidelidade do consumidor a longo prazo.

A História tem nos provado que, seja lá quais forem as práticas dos americanos no exterior (tanto no campo governamental quanto no corporativo), futuramente vamos sofrer com elas em nossa área doméstica. Os trabalhadores americanos não estão a salvo. Se demonstrarmos solidariedade com os trabalhadores no exterior, teremos a chance de ir parando com o terrorismo corporativo usando somente nossa força de dentro do país.

Contudo, se esperarmos a hora que o mundo inteiro já esteja contra nós, não aparecerá ninguém para demonstrar solidariedade quando precisarmos provar que quase nunca é o povo que decide o comportamento de sua nação com os outros países no exterior. Então, se você realmente apóia o trabalhador americano, vamos todos, lado a lado, boicotar a Coca-Cola."

Fonte: http://www.macalester.edu/weekly/041604/opinion04.html

sexta-feira, novembro 12, 2004

Para Não Esquecer.......

A corrupção venceu a esperança
Bicheiros pagam o que está escrito. Por Helio Fernandes, Tribuna da Imprensa, 14 de fevereiro, 2004

Ontem, a sexta-feira 13 foi ruim para o PT-PT e para o PT-governo. Pior mesmo só se fosse agosto, aí seria o triângulo da falta de sorte. Ontem, o site da Época na internet veio com denúncias sobre PROPINAS de gente graúda da Casa Civil, cobradas (pedidas, vá lá) a bicheiros do Rio de Janeiro.

Isso não é tudo. Na mesma internet aparece o senhor Waldomiro Diniz, subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, pedindo dinheiro para o bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Na época, Waldomiro Diniz era presidente da Loterj, um dos órgãos mais ricos e mais "acolhedores" de bandidagem no Estado do Rio.

E não esquecer o que já revelei muito aqui, de forma insistente: no governo do PT-PT no Estado do Rio, a Coca-Cola teve PERDOADA multa de 480 milhões de reais. Nesse tipo de PERDÃO, sempre falam em 10 por cento. Seriam 48 milhões, 5% daria 24 milhões. Sabidamente Dona Benedita foi recompensada por ter recompensado a campanha.

Pior ainda para o PT-governo: a magnífica reportagem de Andrei Meirelles e Gustavo Krieger sai na íntegra, amanhã, na revista Época. Transcrevo uma parte, não deixem de comprar a revista.

"Às 19 horas da quinta-feira 12, o subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República, Waldomiro Diniz, ficou com os olhos cheios d'água. Acabava de ser informado por Época do conteúdo explosivo de uma fita de vídeo, gravada em 2002 pelo empresário e bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Na gravação, Waldomiro pede propina para si mesmo e dinheiro para a campanha eleitoral.

Em troca, promete beneficiar Cachoeira em uma concorrência pública. Na ocasião, Waldomiro Diniz presidia a Loterj, Loteria do Estado do Rio de Janeiro, no governo da petista Benedita da Silva. Waldomiro tentou negar as imagens mas acabou confessando: levou dinheiro do jogo do bicho para a campanha eleitoral do PT. Entregou pessoalmente R$ 100 mil ao comitê do candidato ao governo de Brasília, Geraldo Magela. `Ele entregou na minha mão e foi entregue à campanha do Magela', admitiu Waldomiro, referindo-se a Cachoeira.

Na política do Rio, Waldomiro cercou as favoritas das pesquisas de opinião. Negociou contribuições mensais de R$ 150 mil para Benedita da Silva (PT) e Rosinha Matheus, hoje no PMDB. Para si, ele pediu ao bicheiro 1% do valor dos contratos acertados. À Época, disse que fez o pedido para ajudar um assessor.

Até a noite da quinta-feira, Waldomiro Diniz ocupava um gabinete no 4º andar do Palácio do Planalto. Desde a reforma ministerial de janeiro reportava-se ao ministro de Articulação Política, Aldo Rebelo. Chegou ao governo a convite do ministro da Casa Civil, José Dirceu, de quem é antigo colaborador e vizinho de gabinete. Ambos despacham um piso acima do presidente Luiz Inacio Lula da Silva.

Feito às escondidas, o encontro entre Waldomiro e Cachoeira ocorreu numa das empresas que o bicheiro tem no Rio. Não havia mais ninguém na sala, a câmara de vídeo foi escondida num canto da parede e mesmo assim Waldomiro comportou-se como se mais alguém pudesse ouvi-los. Nos trechos mais comprometedores, o assessor do Planalto fala em voz baixa e chega a sussurrar no ouvido de Cachoeira.

Quando discutem cifras e contribuições de campanha, escreve os nomes dos beneficiados numa folha de papel, para não pronunciá-los em voz alta. Antes de ir embora, Waldomiro rasga a folha e guarda os pedaços no bolso. Para clarear esses trechos, Época submeteu a fita à análise do perito em fonética Ricardo Molina de Figueiredo, da Unicamp. Ele autenticou os trechos publicados nesta edição..."


* * *PS - Inédito: o próprio bicheiro Carlinhos Cachoeira montou as câmeras e gravou a conversa com Waldomiro Diniz. Cachoeira teria feito estágio no SNI ou na ABIN?


Época: "Bicho na Campanha" http://revistaepoca.globo.com/Epoca/(...).html
Helio Fernandes http://www.tribuna.inf.br/coluna.asp?coluna=helio

Qual é a dos EUA na Bolívia?

A questão acima não deve ser respondida com generalizações e simplismo, mas,de certa forma, pelo mesmo motivo que os EUA buscaram a guerra contra o Iraque e atacaram o Afeganistão anteriormente. Nos conflitos que presenciamos, as bombas e armas usadas eram em sua grande maioria norte-americanas.

Para ter uma idéia de como a lógica de combate à coca é irracional, hoje se gastam na Bolívia só com refeição dos militares, 15 mil dólares por dia. Com esse valor pode-se construir uma escola diariamente na região do Chapare. Além disso, gastam-se 150 mil dólares extras de salários, sem contar logística, helicópteros etc. Em cada disparo, na média, se desperdiçam 20 dólares. O cálculo é que 1 milhão de dólares/mês, só no Chapare, é gasto como combate a alguns pés de coca. “Em tudo que envolve a droga, gastaram-se 220 milhões de dólares no ano passado”, sustenta o Defensor do Povo. Em suma, o governo norte-americano precisa de guerras, seja contra o que e quem for, para justificar investimentos na indústria bélica.

Por outro lado, o Chapare é uma das zonas de maior biodiversidade da terra e também uma das mais ricas em reservas minerais e gás da Bolívia. Há ainda estudos de que há muito petróleo no Chapare. Mas, segundo o jornalista Luis Gomez da Narconews, dominar territorialmente essa região andina é muito importante do ponto de vista geopolítico para os EUA. “O nascedouro de todos os principais rios da Amazônia está na cordilheira e 2/3 da água doce do mundo encontram-se ali”, revela. Como se sabe, a água em pouco mais de uma década deve ser um bem natural mais valioso que o petróleo.Por isso, os EUA já trabalham com o objetivo de ter presença na região.O prefeito de Vila Tunari, Felipe Cáceres Garcia, faz coro às acusações. Diz que há um poço de petróleo fechado em São Mateus, a 6 quilômetros do centro de Chimoré,outro distrito. Segundo ele não há interesse em explorar o poço agora. “Eles estão esperando os indígenas abandonarem suas terras por conta da violência”, denuncia.Cáceres defende a industrialização da folha da coca e diz que produziria riqueza na região. E também diz que a Coca-Cola compraria a folha local. “De um lado apontam a espada, do outro compram o que você tem.”

Ele diz que a transformação da coca em cocaína é um processo químico e que no país não há tecnologia para isso. Nem caixa de fósforos a Bolívia fabrica. Elas são importadas. E dá outro dado significativo dessa história. “Por conta da erradicação da coca, um sargento dos EUA dá ordens a um coronel boliviano. Por isso Evo Morales (candidato dos cocaleros) venceu as eleições nos quartéis locais”.

Os militares norte-americanos na região são menos de uma centena, mas mandam.“Para fazer um vôo de helicóptero aqui preciso pedir autorização para a embaixada dos EUA. Da parte deles, se querem usar aviões não pedem para ninguém”, diz Cáceres.

A norte-americana George Ann Potter, que reside em Cochabamba, tem denunciado muito o que os entrevistados até aqui afirmaram. Seus relatórios têm sido encaminhados ao Senado dos EUA e já vêm surtindo efeitos. Alguns senadores defendem o corte da ajuda militar à Bolívia por estar sendo usada em violações de direitos humanos.

Por Renato Rovai

Fonte: http://www.revistaforum.com.br/revista/7/cocaleros.htm


Boicote Coca-Cola
Atualização: Clique Aqui

quinta-feira, novembro 11, 2004

Leia aqui sobre o efeito mercadoria #5

Direto Da Assessoria Da Dolly

PF COMEÇOU ONTEM APURAÇÃO DOS CRIMES DA COCA-COLA CONTRA DOLLY

Pedida em março, a PF apurará “responsabilidade criminal dos representantes legais” da Coca Cola – Company, Recofarma e Spal nos fatos denunciados: prática anti-concorrencial e práticas criminosas.


AVISO DE PAUTA, URGENTE - – Desde que foi indiciada pela Secretaria de Direito Econômico, no mês passado, a Coca-Cola continua tentando de todas as formas abafar o caso, mas está cada vez mais difícil. Ontem, quarta-feira,10 de novembro, às 15 horas ,< a Polícia Federal, Superintendência Regional SP, começou a ouvir o primeiro intimado no inquérito que visa apurar, a pedido do Subprocurador Geral da República, representante do Ministério Público Federal junto ao CADE, Moacir Guimarães Morais Filho, todos os fatos denunciados pela empresa nacional de refrigerantes Dolly. Inclusive, entre outros aspectos, detalhes recentes, como lobistas operando na possível corrupção de agentes públicos, em nome do Sistema que opera a multinacional Coca-Cola no país: as empresas Coca Cola Company, Recofarma e Spal (atual Femsa).

Atendendo intimação do delegado da PF William Tito Schuman Marinho, ontem foi a vez do depoimento de Julio Cesar Requena Mazzi, da Ragi Refrigerantes, fabricante de Dolly em Diadema, Grande SP, e um dos principais elos atingidos pela multinacional. Foi a Ragi Refrigerantes a autora do primeiro requerimento ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica, CADE, a 12 de agosto do ano passado.

Quebra de Sigilo e mais uma Audiência Pública na Câmara

De acordo com o pedido do subprocurador (encaminhado ao delegado Paulo Lacerda a 9 de março deste ano e que agora sai do papel), poderá haver até a quebra de sigilo telefônico de alguns executivos da Coca-Cola. O procurador, a exemplo do que fez a Secretaria de Direito Econômico, SDE, ouviu, em Brasília várias testemunhas, que confirmaram ter sido coagidas para o não fornecimento de insumos à Dolly.

No entanto, ao apurar a contratação pela Coca-Cola de vários lobistas, entre eles, Alexandre Paes dos Santos e o jornalista Luis Costa Pinto, que deveriam, segundo seus contratos revelaram, “impedir a continuidade das denúncias junto ao CADE, ao SDE, e à Câmara Federal”, vários integrantes e ex-integrantes da Coca-Cola, chamados em fevereiro para prestar depoimentos, não compareceram. Fato que agravou ainda mais as denúncias que pesam contra eles. Na lista figuram o ex-presidente da Coca-Cola no México, Argentina e Brasil, Jorge Giganti, e o ex-executivo Luis Eduardo Capistrano do Amaral. Ambos também estão sendo chamados para comparecer à Audiência Pública que será realizada na quarta-feira da semana que vem, 17, na Comissão de Defesa do Consumidor, na Câmara Federal, em Brasília. O atual presidente da Coca-Cola Brasil, o americano Brian Smith, e o dono da marca Dolly, Laerte Codonho, também foram convocados.

Dia Aguardado - Na ocasião, na Audiência em Brasília, surgirão novas, seríssimas e detalhadas revelações ainda sobre a atuação ilegal de associações e pessoas (inclusive funcionários públicos), cooptadas e financiadas pela Coca-Cola e outras multinacionais, e que já são objeto de inquéritos que correm em paralelo, e de representações protocoladas há mais de um ano nas respectivas CorregedoriasFederais.

Crimes e Leis - – Se comprovados, os crimes que teriam sido cometidos pelo Sistema Coca-Cola, segundo o ofício da Procuradoria, estão previstos nas Leis n° 9.279, de 14 de maio de 1996, que trata de concorrência desleal entre empresas, e Lei nº 8.137/90, que trata dos crimes contra a ordem econômica. Há ainda tipificação na Lei nº 8.884/94, que trata de condutas empresariais.

O endereço da Superintendência Regional da PF em São Paulo é: Rua Hugo D’Antoia, 95, 7º.Andar, Sala 710, Lapa Baixa, próximo à Ponte do Piqueri. Tel. (11). 3818-5723

Informações: Marli Gonçalves – Jornalista – MTb 12.037
ASSESSORIA DE IMPRENSA DA DOLLY REFRIGERANTES
Tel. (11) 9186-0085 - marligo@uol.com.br

para ajudar: Procuradoria Geral da República - Dr. MOACIR GUIMARÃES MORAIS FILHO - TEL. 61. 3031-5571
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Fonte: www.dolly.com.br

quarta-feira, novembro 10, 2004

PRETENSÃO, PRECONCEITO, INCOMPETÊNCIA.....

Ou “reinventando a roda”....agora quadrada!

Li hoje, no Valor Econômico, uma daquelas matérias que nos deixam entre pasmos e divertidos. Era o anúncio da retomada da produção de garrafas de vidro retornáveis pela Coca-Cola, agora em grande escala(???)

O objetivo, segundo uma senhora chamada Cláudia Colaferro, diretora de marketing da gigante desleal, é, literalmente, atingir “ os lares das classes mais baixas”- interessante essa colocação preconceituosa de referir-se às classes economicamente menos favorecidas, simplesmente como “mais baixas”...

Segundo a nota, a retomada do vidro iniciou-se em 2003 e atingiu um crescimento de 46% em um ano. Como a participação do vidro (segundo a nota) era de 6%, os números só enganam os leigos. Na realidade é nada sobre coisa nenhuma...

A Sra. Claudia prossegue dizendo que o consumidor “tende a consumir o produto da embalagem que já possui”, numa declaração acadêmica, digna de estudantes de cursos de marketing do SEBRAE. Partindo desse mandamento, todas os outros fatores componentes de uma decisão de compra passam a ser secundários ou inexistentes. Isso para a Sra Claudia, e por extensão, para a Coca-Cola.

Pretensiosamente, a Coca-Cola atribui a si mesmo um erro estratégico de ter permitido a utilização do PET retornável para as pequenas empresas na década passada. Mentira! O que aconteceu na realidade foi um autêntico atropelamento das embalagens de vidro pela inovação, modernidade e conveniência das embalagens plásticas descartáveis.

Pessoalmente, participei de dezenas de tentativas infrutíferas de salvar as embalagens retornáveis, todas sem sucesso. Não há como deter a modernidade e a conveniência em Marketing. O máximo que o poder econômico da Coca-Cola vai conseguir é uma primeira colocação das garrafas. Não haverá giro que sustente essa estratégia e em pouco tempo os milhões de garrafas estarão descansando em velhos depósitos ou moídas para reciclagem.

A grande campanha de marketing para sustentar tão ambicioso projeto de consumo, inclui um prêmio mensal de R$ 400,00 por mês para ser sorteado no programa da Ana Maria Braga. Espero que um prêmio de tamanha magnitude, não venha a gerar um consumo desenfreado, abalando assim as finanças desta empresa tão inovadora...

Registre-se por último, que esse retrocesso irresponsável, vai gerar filhotes indesejáveis para o meio-ambiente. Explico: A relação de água utilizada na lavagem do vidro é de 6,5 litros de água por garrafa contra apenas 2 litros de água por garrafa no caso das descartáveis.

Nossos lençóis freáticos preocupados com o desperdício desnecessário e a contaminação possível, agradecem se as fábricas produtoras tiverem estações de tratamento decentes para evitar ao menos que a devolução de suas águas seja dentro de padrões legais. O que não parece ser o hábito da Coca-Cola, conforme duvulgam extensos relatórios de ONGs e OGs espalhadas pelo mundo afora......

terça-feira, novembro 09, 2004

Irlandeses Impedidos De Beber Coca-Cola Antes De Dirigir

Galway, 09/11/2004 - Ontem um estudante de 27 anos, teve uma reação severa e desmaiou por cima do volante de seu carro em movimento, causando um engavetamento com mais três, em uma rua movimentada da cidade, após ingerir coca-cola. Como se trata de caso reincidente, a Juíza da Corte Distrital está alertando cidadãos irlandeses para o efeito das bebidas gasosas antes da prática de atividades que envolvam risco. Ao ser medicado, Colleran recebeu o diagnóstico de ataque vaso-vagal - dor estomacal profunda que pode causar desmaio.

Fonte: http://home.eircom.net/content/unison/national/4402963?view=Eircomnet

segunda-feira, novembro 08, 2004

E Agora, Coca-Cola?

Advogados da Kroll tergiversam e acabam não negando contratação, pela Coca-Cola

8/11/2004

Em uma carta absolutamente evasiva, os advogados da Kroll responderam à interpelação extrajudicial encaminhada à empresa pelos advogados da Dolly Refrigerantes. Na carta, tergiversam a acabam por não negar ou contestar as informações de que a Kroll teria sido contratada pela Coca-Cola para investigar, espionar ou monitorar a empresa nacional de refrigerantes Dolly e o proprietário da marca, Laerte Codonho. A partir da Operação Chacal, realizada pela Polícia Federal sobre a empresa americana de "investigações" Kroll, em vários Estados, e que culminou inclusive com a prisão de vários de seus funcionários e equipamentos, imediatamente vieram à tona informações bastante detalhadas sobre as ações por eles comandadas, e não só contra empresas de telecomunicações. Entre elas, entre outros detalhes, informações publicadas inclusive em jornais e revistas de prestígio, de que uma das maiores investigações em curso era exatamente essa, contra a indústria de bebidas Dolly que há um ano e meio trava uma verdadeira batalha empresarial com a Coca-Cola.

A carta, assinada pelos advogados Eduardo Cerqueira Leite e Jurandir Fernandes de Sousa, do escritório Trench, Rossi e Watanabe Advogados, após enumerar algumas das perguntas a eles dirigidas, traz como "resposta" apenas as seguintes frases: "Conforme tem sido amplamente divulgado por notas publicadas nos mais importantes meios de comunicação do país",escrevem, referindo-se aos comunicados e informes pagos publicados nos últimos dias nas primeiras páginas, "no desenvolvimento de suas atividades a Kroll sempre se conduziu nos estritos limites da legalidade, procedimento adotado em todos os países que atua" .

Os advogados concluem a carta com uma frase que dispensa comentários e que levará a Dolly a imediatamente estudar quais serão as providências judiciais cabíveis a partir de agora: "Acrescente-se a isso que, pela natureza das atividades desenvolvidas pela Kroll, ela se vê impedida de revelar a terceiros qualquer informação acerca das relações contratuais que mantém com os vários clientes que usam os seus serviços" (sic)

COCA NA BERLINDA - Nos tribunais e órgãos administrativos nacionais, a Dolly acusa a Coca-Cola - e vem conseguindo provar todas as suas acusações em todas as instâncias - de concorrência desleal, abuso do poder econômico e práticas criminosas. A multinacional já foi chamada e está novamente sendo chamada para dar explicações sobre o caso ao Congresso Nacional: no próximo dia 17 de novembro, o atual presidente da Coca-Cola no Brasil, Brian Smith, o ex-presidente, o argentino Jorge Giganti, e o executivo que teria posto em prática um plano de "destruição" contra a Dolly, Luis Eduardo Capistrano do Amaral, estão convocados a comparecer em Audiência Pública na Comissão Permanente de Defesa do Consumidor. O presidente da Dolly também já foi convocado e deverá estar presente.

Na pauta da Audiência Pública, além de novos temas, como "Espionagem" e possível "uso de folhas de coca" em produtos da multinacional Coca-Cola, constarão: concorrência desleal, abuso do poder econômico, práticas criminosas e sonegação fiscal.

Fonte: http://www.adnews.com.br/News.asp?Cod_Noticia=10046

Na Índia Coca-Cola É Pesticida

Fazendeiros recorrem às colas para eliminar pragas

Domingo, 7 de novembro de 2004

Reuters

Guntur : Cientistas indianos aconselharam fazendeiros a misturar pesticidas com açúcar, formando um xarope para controlar pragas e insetos, já que pesticidas sozinhos não têm dado conta do ataque dos mesmos por lá.

N. Hamunayya se tornou uma celebridade em Andhra Pradesh quanto experimentou utilizar a coca-cola e a pepsi como alternativa : "Percebemos que a coca-cola e a pepsi têm efeito uniforme na eliminação dos insetos. Eles ficam tontos e vão caindo no chão um a um." Ele alega que as bebidas cola têm todos os elementos necessários para o controle das pragas: é espumante, grudento, doce e atrai formigas que devoram as larvas das pragas.

Declarações da Coca e da Pepsi informam que não há base científica para esta prática. Mas os comerciantes estão adorando o 'estouro' nas vendas.

Detalhe: foi comprovado em laboratório, e reconhecido pelo governo da Índia que o índice de pesticidas nas latas da coca-cola e da pepsi indianas é 18 vezes superior ao das mesmas da União Européia.

Fonte: http://www.newindpress.com/NewsItems.asp?ID=IEO20041107123616&Page=O&Title=This+is+India&Topic=0&

domingo, novembro 07, 2004

Costa Rica Saiu Na Frente

A Costa Rica foi o primeiro país no mundo a condenar a Coca-Cola por concorrência desleal

Coca-Cola é condenada na Costa Rica por monopólio
(Internacional - 24.06.2004)

A Coca-Cola foi condenada pela Comissão para Promover a Concorrência, órgão do Ministério da Economia da Costa Rica, por práticas monopolísticas cometidas nesse país, depois de uma denúncia apresentada pela concorrente Pepsi, em 2001. A comissão, disse Sittinfeld, declarou a Coca-Cola culpada "por impor preços e exigir cláusulas de monopólio em seus contratos, especialmente com pequenos comerciantes".
Por estas ações, a Coca Cola deverá pagar uma multa de pouco mais de US$ 156 mil e acatar uma série de medidas,dentre as quais como não fixar preços de venda que os comerciantes tenham que praticar. Além disso, deverá permitir que os pequenos estabelecimentos que utilizam os congeladores de sua marca possam guardar qualquer outro tipo de refrigerantes nele.
O representante da Pepsi na Costa Rica, Rolando Chacón, destacou, em entrevista coletiva, que em nenhum país do continente condenou-se uma empresa como a Coca-Cola por suas práticas tendentes ao monopólio, pois só há ações similares na Europa.
Por sua vez, a Coca-Cola afirmou ontem, em um comunicado, que respeita a decisão da comissão, mas que esgotará os recursos legais que dispõe: "Seguiremos os caminhos legais estabelecidos pela legislação da Costa Rica com o fim de apresentar todos os argumentos necessários para reafirmar à comissão que nossas atividades comerciais cumprem e sempre cumpriram as leis ", assinala a nota.
A resolução da Comissão especifica que durante um ano verificará o cumprimento dessas disposições. A Coca-Cola tem agora um prazo de dois meses para apresentar à comissão um recurso. Se este for rejeitado, ainda pode questionar nos tribunais locais.


(Com informações da Agência EFE).

Fonte:
http://www.espacovital.com.br/asmaisnovas24062004o.htm

INCONSCIENTE COLETIVO

Carpinteiros tidos como manufatureiros dos caixões mais criativos do mundo fabricam caixão com o formato da coca-cola

Carpinteiros da capital de Gana, Accra, criaram um caixão em forma de garrafa de Coca-cola. O país tem fama por produzir os caixões mais criativos e coloridos para seus mortos.
É muito comum que os corpos sejam mantidos em câmaras frias de mortuários por quase três semanas até que os carpinteiros terminem a obra prima mortuária, que sempre traz características pessoais ou profissionais do falecido. Um caixão criativo custa em média entre U$ 500 e U$ 600.

Já há encomendas vindas da Colômbia......

Fonte: http://www.netmarkt.com.br/noticia2004/1195.html

sexta-feira, novembro 05, 2004

Quem se habilita a dizer que se identifica com essa marca?
Existe algum cidadão brasileiro que se habilita?

Brasileiros bem informados, independentemente do silêncio da grande mídia, estão acompanhando a situação da Coca-Cola no mundo. É comum entreouvir comentários em ambientes tanto formais quanto informais a respeito da "guerra" Dolly X Coca-Cola, sugerindo torcida pro lado da Dolly. Mesmo aqueles que não bebem refrigerante não conseguem negar a admiração que sentem pela coragem e resistência de Laerte Codonho - proprietário da empresa Dolly.
É vergonhosa e até dantesca a conduta da Coca-Cola mundo afora. A campanha que a Coca leva ao ar e à terra, a partir deste final de semana, objetiva associar a sua imagem ao comprometimento com a responsabilidade social e com o meio ambiente, conforme ampla divulgação na quarta-feira última de sua nova logomarca. Mas como atribuir credibilidade a seus projetos sócio-ambientais (segundo porta-voz da empresa, são quase 150) com tamanhos escândalos envolvendo todos os setores da companhia? Não chega nem a ser tragi-cômico. A situação só remete à tragédia mesmo. Piorando mais ainda, quando se percebe a Coca-Cola de "lanterninha", numa virada de tendências que aconteceu em meados da década de 90, e que agora já vem dando frutos, onde empresas "top" de mercado são aquelas que respeitam e interferem positivamente na qualidade de vida do ser humano.
Em tempos de guerra, a primeira ação a se tomar, é camuflar-se, e isso a Coca já fez, colocando o verde-amarelo brasileiro em sua logomarca. Mas tal feita não quer dizer que a empresa consiga mascarar o que ela vem aprontando neste planeta.
Será que saindo assim tão atrasada, será que com o "bonde" já indo tão longe, a coca ainda....... cola?

Ainda Sobre O Exame Da Folha De Coca.......

Extrato Vegetal - Acompanhamento Oficial Da Análise

ENCAMINHADO PARECER SOBRE ANÁLISE DE MERCADORIA Nº5 DA COCA-COLA

ACOMPANHE O ANDAMENTO OFICIAL DA ANÁLISE DO EXTRATO VEGETAL DA COCA-COLA, APROVADO NA CÂMARA FEDERAL, QUE JÁ FOI À PUBLICAÇÃO OFICIAL; MINISTÉRIO DA JUSTIÇA DEVE ACIONAR INSTITUTO DE CRIMINALÍSTICA


SÃO PAULO e BRASÍLIA – Finalmente, após parecer positivo do relator e vice-presidente Inocêncio Oliveira (PFL/PE) a Mesa da Câmara dos Deputados está agilizando o andamento da solicitação para análise, pelo Instituto de Criminalística, da Polícia Federal, do Extrato Vegetal que compõe a fórmula do produto Coca-Cola. Há mais de seis décadas no país, seus componentes nunca foram analisados. Suspeita: utilização de derivados de folhas de coca, proibida terminantemente pela legislação nacional.

As informações são do site da Câmara dos Deputados – www.camara.org.br

Proposição: RIC-1866/2004
Autor: Comissão de Fiscalização Financeira e Controle

Data de Apresentação: 12/05/2004
Apreciação: .
Regime de tramitação: .

Ementa: Solicita ao Ministério da Justiça, no âmbito do Departamento de Polícia Federal / Instituto Nacional de Criminalística, informações sobre produtos, substâncias ou drogas ilícitas que causem dependência física ou psíquica.
Explicação da Ementa: Esclarecimentos acerca de extrato vegetal exportado pela Recoforma/Coca-Cola conter em sua composição folha de coca (erytroxilum coca) ou algum de seus derivados. Ministro Márcio Thomaz Bastos.

Indexação: (MJ), Departamento de Polícia Federal, Instituto Nacional, Criminalística, existência, substância, droga, psicotrópico, riscos, dependência química, dependência física, dependência psíquica, bebida, refrigerante.

Despacho:

3/11/2004 - Aprovação pelo Presidente, Dep. João Paulo Cunha, "Ad Referendum" da Mesa, pelo relatório do Dep. Inocêncio Oliveira, pelo encaminhamento.

Pareceres, Votos e Redação Final
- MESA (Mesa Diretora)
PRL 1 MESA (Parecer do Relator) - Inocêncio Oliveira

Obs.: o andamento da proposição fora desta Casa Legislativa não é tratado pelo sistema, devendo ser consultado nos órgãos respectivos.

Andamento:

12/5/2004 PLENÁRIO (PLEN)
Apresentação do Requerimento de Informação.

17/5/2004 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)
Designado Relator, Dep. Inocêncio Oliveira (PFL-PE)

27/10/2004 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)
Apresentação do Parecer do Relator pelo Dep. Inocêncio Oliveira

27/10/2004 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)
Parecer do Relator, Dep. Inocêncio Oliveira, pela aprovação.

3/11/2004 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)
Encaminhamento de Chancela de Requerimento de Informações à SEPUB(SGM) para publicação.

3/11/2004 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)
Aprovação pelo Presidente, Dep. João Paulo Cunha, "Ad Referendum" da Mesa, pelo relatório do Dep. Inocêncio Oliveira, pelo encaminhamento.

3/11/2004 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)
Encaminhamento de Despacho de Distribuição à SEPUB(SGM) para publicação.

3/11/2004 Mesa Diretora da Câmara dos Deputados (MESA)
Encaminhado à 1SECM.


INFORMAÇÕES:
MARLI GONÇALVES - JORNALISTA - MTb 12.037
TEL. 11. 9186-0085
marligo@uol.com.br

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Fonte: www.dolly.com.br

quarta-feira, novembro 03, 2004

Perfil - Laerte Codonho. 100% Brasileiro

Corrupção, sabotagem, espionagem industrial, ameaças contra a vida, boletins de ocorrência, política, denúncias a órgãos públicos. Até parece tema de filme de Hollywood, mas trata-se apenas da história que Laerte Codonho, brasileiro e patriota, está escrevendo em nossos livros.

Um único brasileiro, determinado e autêntico, consegue incomodar muita gente apenas falando do que sabe e prova. O caso já é conhecido internacionalmente:
Dolly x Coca-Cola


Afinal de contas por que tanta inquietação? Quem é Laerte Codonho? O que ele fez?

Só porque um brasileiro decide mudar leis para beneficiar seu povo. Dando o direito a escolhas, oferecendo novas opções de consumo merece ser perseguido? Pois é, parece que o preço por ser inovador, corajoso e ter caráter é bem alto.

O “pecado” de Codonho:
Em 1987 Laerte Codonho lança o primeiro refrigerante diet do país. Sua empresa 100% nacional resolve inovar o mercado de bebidas. Técnico agrícola e economista, viaja aos Estados Unidos, onde conhece o refrigerante diet. Com casos de diabetes na família, a bebida chama-lhe muito a atenção. Trazer a novidade ao Brasil pareceu algo obviamente necessário.


Começa seu trabalho contratando profissionais de alto nível e com ampla experiência no mercado. A preocupação com qualidade é uma constante. Até hoje o controle de qualidade é feito a cada 15 minutos continuamente durante as 24 horas do dia. Laerte Codonho faz questão de ser um dos provadores e afirma ser o mais exigente.

Todo esse esforço e cuidado são prejudicados pelas Leis do país. Enquanto quase que no mundo inteiro, já existia a opção do refrigerante diet, no Brasil, até 1987, o Governo Federal não autorizava a fabricação dos mesmos, devido a uma Lei de 1973 que proibia o uso de edulcorantes sintéticos em bebidas.

Esse argumento era baseado em pesquisas realizadas na década de 60 nos Estados Unidos, que informava que o consumo em quantidade exagerada poderia ocasionar doenças. Concluiu-se que essa quantidade exagerada seria de dois a três mil litros de refrigerantes por dia, o que brilhantemente os norte-americanos conseguiram perceber que tal consumo seria praticamente impossível.

Apesar da grande descoberta norte-americana, no Brasil a interdição aos refrigerantes diet continuou, porém o uso dos adoçantes em gelatinas, pudins e outras sobremesas eram permitidos.

Nesse ano, 1987, a Dolly teve seu registro negado pelo Governo Federal e impetrou ação judicial contra a Lei que proibia a produção dos refrigerantes dietéticos. Ganhando a causa em 1988.

Desde esse tempo, Laerte Codonho vem provando que ser brasileiro tem seu preço e não é baixo.

A cada dia esse brasileiro escreve um novo capítulo de cidadania, coragem, determinação e é motivo de orgulho e exemplo para nós que queremos realmente um país livre e honrado.


Resta apenas nosso Presidente da República, atender o apelo de Codonho e recebê-lo para um brinde com o primeiro e mais saboroso guaraná diet 100% brasileiro.

Para quem quiser conhecer a história da empresa Dolly, acessem o site: http://www.dolly.com.br/ .

Sobre o caso Dolly x Coca-Cola, disponibilizamos na íntegra, o material fornecido pela empresa Dolly, basta clicar nos seguintes links:
Dolly X Coca
Entenda o caso
Lobistas da Coca-Cola

Também vale a pena ler a entrevista feita pelo Opasquim21, edição 097. Nessa entrevista Laerte conta de maneira muito divertida e detalhada o caso desde o início.
OPasquim21 - Edição 097

Enquanto o caso não se resolve, nós brasileiros ficamos na torcida. Afinal essa batalha traz um gosto de patriotismo e que não precisa necessariamente ser diet.

por Deborah de Oliveira

Fonte:http://www.viadeacesso.com.br/detalhes_noticia.asp?id=231&classi=11

terça-feira, novembro 02, 2004

Coincidência......

Deu no Estadão:

Era para ter me matado, diz deputado sobre acidente
Limeira - O deputado federal André Luiz (PMDB-RJ)se recupera do acidente sofrido na Rodovia Anhangüera (SP-330), em Limeira (SP), na tarde de terça-feira. Ele é acusado de ter tentado extorquir R$ 4 milhões de para aliviar a situação do bicheiro Carlinhos Cachoeira na CPI da Loterj, segundo reportagem da revista Veja.
O carro Santana no qual André Luiz viajava, com destino a Brasília, teria sido "fechado" por um caminhão da Coca-Cola, segundo o deputado, e se chocado em um coluna de ferro localizada no canteiro central após ter saído da pista. Além do político, que sofreu ferimentos principalmente na cabeça, ficaram feridos o motorista Marlon Anderson Costa, de 22 anos, e o assessor Paulo Batista dos Santos, de 54.
"Acho estranho uma carreta da Coca-Cola ter me jogado no meio da pista", disse André Luiz que, sem querer tirar conclusões a respeito do acidente, considera uma coincidência o fato de, na Câmara dos Deputados, estar se debruçando sobre as investigações que visam apurar se seria derivado da folha de coca o extrato vegetal que a empresa de bebidas utiliza na elaboração do refrigerante.
"O acidente, da forma como foi, era para ter me matado", disse o deputado, na tarde desta quarta-feira, quando deixava o hotel onde chegou no final da noite de terça-feira, após ter ficado hospitalizado na Santa Casa de Limeira.
Sobre a denúncia referente à tentativa de extorsão de R$ 4 milhões que teria feito indiretamente a Carlinhos Cachoeira, com o objetivo de - em troca - retirar o nome do empresário do relatório final da CPI da Loterj (que apura irregularidades na loteria do Rio de Janeiro durante a gestão de Waldomiro Diniz, ex-assessor da Casa Civil da Presidência), o deputado federal André Luiz disse que aguarda a apresentação das provas por parte de quem o acusou. "Não tenho mais nada a fazer. Só me defender", disse André Luiz.
"Assim que tiver as gravações, meu advogado vai pedir uma perícia para que seja feita uma análise nas fitas". Segundo as denúncias, os R$ 4 milhões seriam divididos entre 40 deputados estaduais do Rio, que impediriam o indiciamento de Cachoeira pela CPI da Loterj. O deputado André Luiz acredita que essas denúncias "foram uma forma que encontraram para tentar desarticular o trabalho brilhante da CPI".

Marcos Moita

Fonte: http://busca.estadao.com.br/agestado/noticias/2004/out/27/114.htm

Revisitando Rosa Luxemburgo

O Bacanal da Burguesia
Empresa Kroll vigiava Dolly a mando da Coca-Cola


Empresa Kroll, fechada na quarta-feira pela Polícia Federal, recebia 250 Mil Reais da Coca-Cola para vigiar a empresa Dolly e outras empresas de infra-estrutura nacional, como telefonias, bem como autoridades do governo federal.
Nesta quarta-feira, dia 27, a Multinacional Kroll foi invadida e fechada, tendo vários de suas documentações apreendidas pela Polícia Federal. A Kroll tinha a função de vigiar empresas de Telefonia e produtos alimentícios nacionais para as empresas multinacionais através de grampos telefônicos e outros tambicos característicos da sede monopolista da burguesia. Isso é o que eles chamam de espírito empreendedor. A Empresa Kroll recebia 250 Mil Reais da Coca-Cola para vigiar a empresa Dolly e outras empresas Nacionais, como redes de telefonia. Quando a polícia federal iniciou a ação, batizada de Operação Chacal, a maioria das mesas de grampos telefônicos era feita sobre a empresa Dolly, a mando da Coca-Cola. Provavelmente o dedo da CIA e de outras organizações terroristas devem estar envolvidos a mando de seu Estado, pois eram feitas fiscalizações minuciosas sobre pontos estratégicos de infra-estrutura do país. A empresa montou um esquema para espionar autoridades do Governo Federal e o Judiciário do Rio de Janeiro. Este esquema teria sido coordenado pelos representantes do Banco Opportunity. A Dolly vem sofrendo vários tipos de repreensão pela Coca-Cola. A Coca-Cola, temerosa mais uma vez de perder parte de seu mercado a Dolly, tentou comprar a mesma, em uma tentativa frustrada, diferente do caso ocorrido com o refrigerante Simba, pelas mesmas ocasiões, que foi comprada pela Coca-Cola. A questão é que a Dolly se tornou um grande incomodo a Coca-Cola, que ainda teve o desgosto de ver um chefe de seu departamento químico e outra ex-executiva em Brasília deporem e denunciarem as práticas da coca-cola no programa “100% Brasil”, na RedeTV, exibido aos sábados a partir da meia-noite.Prestando contas em uma CPI, os representantes da Coca-Cola fizeram uma admirável manobra, típica da burguesia, quando um deputado encaminhou-lhes a pergunta: “Quero saber de uma vez por todas: Há extrato da folha de coca na fórmula da Coca-Cola?”. Os advogados e representantes fizeram admirável algazarra e conseguiram ser expulsos da CPI sem responderem a pergunta. Admirável manobra já muito conhecida pelos grandes trambiqueiros. A Dolly, após a CPI, colocou out-dors (?) por vários pontos da cidade em que diziam: “De onde vem a coca-cola? Coca? Folha de Coca? Coca-cola é proibido!”. No dia seguinte, a coca-cola, sem muitos problemas, censurou-os todos. É obvio que a coca-cola tem extratos da folha de coca, que, além de ter um custo relativamente barato, da um sabor “único” e viciante as suas vítimas, que sofrem das celulites até os problemas gástricos ou outras complicações na qual podemos não identificar. Para piorar, só faltava a Coca-Cola inventar de plantar folha de coca transgênica. Ai realmente seus consumidores estariam perdidos! Por mais algazarra que a Dolly faça, é pouco provável que a Coca-Cola seja proibida no Brasil. Com o poder da coca-cola, de fazer até um símbolo oficial para o natal cristão, como é o nosso conhecido “Papai-Noel”, é mais fácil a folha de coca ser liberada do que a coca-cola proibida. Porém, convenhamos que por enquanto o dono da Dolly ganhará créditos nos consumidores e processos contra a Coca-Cola. Um probleminha maior é sobre a empresa Kroll. Não nos apavoremos se daqui a algumas semanas seus líderes serem mortos ou o caso ser repentinamente abafado. Neste momento, seria bom ter uma mídia de massas, não democrática, pois aí é pedir de mais, mas pelo menos com tendências democráticas que fiscalizasse a fundo o caso e informasse a sociedade brasileira. O que a burguesia mais teme é quando uma burguesia mais forte tenta a engolir, e não tenhamos dúvida que os liberais do empresariado darão um fraternal abraço nos homens de Estado para barrar a invasão do capital estrangeiro, muito mais volátil do que pensávamos. Assim é a vida da burguesia e dos poderosos, cheia de crimes e bandidagens, das mais rasteiras possíveis. Mas não tenhamos dúvida que, perante o perigo da libertação emancipadora das massas, se uniram fraternalmente e combaterão a rebelião de seus escravos.

Fonte:
http://www.midiaindependente.org/en/blue/2004/10/293471.shtml