sexta-feira, outubro 29, 2004

A Coca Sempre Onipresente

Matéria de capa da ISTOÉ Dinheiro que estará nas bancas de jornais a partir de amanhã, o caso Kroll envolve também possíveis contratações para espionar a Dolly e a Schincariol:

'A ação da PF também colocou em risco o futuro da Kroll, uma empresa que lida com sigilo, no País. Isso porque também foram apreendidos documentos relacionados a várias outras investigações internas, uma delas sobre a empresa de refrigerantes Dolly e outra sobre a Schincariol. “Podemos até ter de fechar as portas no Brasil”, admitiu um de seus executivos. Numa tentativa de reação, a empresa emitiu uma dura nota na noite da quinta 28. “Esta iniciativa da polícia, de abuso de autoridade, demonstra de forma clara a fragilidade de nossos direitos constitucionais”, afirmava o texto. A Kroll também contestou a causa da prisão dos seus cinco colaboradores – a alegação apontada foi o fato de terem sido encontrados equipamentos que, segundo a PF, serviriam para grampear terceiros.'

Acesse o link da IstoÉ Dinheiro para ler a reportagem na íntegra.
Leia abaixo notícia diretamente da assessoria da
Dolly:

PROVÁVEL ALVO DE ESPIONAGEM, DOLLY INTERPELA KROLL

Notas já publicadas em sites e jornais, e informações de várias fontes dão conta de que a Kroll tinha outra grande “investigação” em curso, que teria sido contratada pela Coca-Cola: a Dolly e seu dono
SÃO PAULO, URGENTE – sexta-feira, 29 – Os advogados da Dolly Refrigerantes entraram, na tarde de hoje, 29 de outubro, com representação extrajudicial junto à Kroll Associates Brasil Ltda. No documento, solicitam – no prazo de cinco dias a contar de hoje - respostas às várias informações e dúvidas que vem correndo desde que documentos e equipamentos da Kroll foram apreendidos na Operação Chacal, realizada pela Polícia Federal esta semana. Informações vindas de fontes diversas e várias notas publicadas na imprensa vêm insinuando ou mesmo afirmando que a Coca-Cola teria contratado a Kroll para espionar e monitorar, de todas as formas, a empresa e o proprietário da marca Dolly, Laerte Codonho, com quem a multinacional trava um verdadeiro duelo há mais de um ano. Esta seria uma das maiores investigações em curso da empresa, também americana, de gerenciamento de riscos. Mas, segundo as investigações em curso, a Kroll estaria agindo no Brasil de várias formas ilegais, utilizando espiões, escutas telefônicas e gravações, além de acesso a documentos sigilosos, entre outros crimes que estão sendo imputados e que levaram, inclusive, à prisão de alguns de seus funcionários. A Kroll (e seus “espiões”) já está há meses sendo investigada pela Polícia Federal por espionagem em um rumoroso caso envolvendo companhias telefônicas, e que teria atingido inclusive importantes membros do Governo Federal.COCA NA BERLINDA - Nos tribunais e órgãos administrativos nacionais, a Dolly acusa a Coca-Cola – e vem conseguindo provar todas as suas acusações em todas as instâncias – de concorrência desleal, abuso do poder econômico e práticas criminosas. A multinacional já foi chamada e está novamente sendo chamada para dar explicações sobre o caso ao Congresso Nacional: no próximo dia 17 de novembro , o atual presidente da Coca-Cola no Brasil, Brian Smith, o ex-presidente, Jorge Giganti, e o executivo que teria posto em prática um plano de “destruição” contra a Dolly, Luis Eduardo Capistrano do Amaral, estão convocados a comparecer em Audiência Pública na Comissão Permanente de Defesa do Consumidor. O presidente da Dolly também já foi convocado e deverá estar presente.No documento de cinco páginas, o advogado, Dr. Ismael Corte Inácio expressa literalmente nos itens finais, “com o intuito de preservar e acautelar direitos de meus clientes, inclusive de natureza constitucional” as seguintes interpelações:- Se entre os documentos apreendidos pelos agentes da Polícia Federal, nas diligências realizadas em 27/10/2004, há gravações, ou informações relacionadas com a “Dolly” e o Sr. Laerte Codonho;- Se a “Kroll” foi contratada por alguma empresa do sistema “Coca-Cola”, ou por alguma associação da qual a empresa do grupo seja associada, para espionar ou monitorar a “Dolly” e o Sr. Laerte Codonho;- Se a empresa “Kroll” mantém relação comercial ou contratual com alguma empresa do sistema “Coca-Cola”, ou com associação da qual faça parte empresa do sistema, informando, caso positivo, o objeto do contrato.MEDIDAS JUDICIAIS Caso a empresa se negue ou não responda no prazo, o advogado prossegue na petição: “O silêncio de V. Sas., após decorridos cinco dias desta data, fará presumir que as notícias divulgadas pela imprensa, principalmente as veiculadas pelo jornal “O Estado de São Paulo” e na coluna virtual do jornalista Giba Um, são verdadeiras, dando ensejo a medidas de natureza policial e judicial em desfavor da “Kroll”.

ASSESSORIA DE IMPRENSA DOLLY REFRIGERANTES
Marli Gonçalves – Mtb 12.037Tel. 11. 9186-0085