domingo, setembro 12, 2004

Coca-Cola Tenta Conter O Estrago

Coca-Cola tenta resolver caso antigo de anti-trust: União Européia alega formação de cartel pela companhia.
A Comunidade Européia tem investigado a legalidade do tipo de relacionamento entre a Coca-Cola e seus clientes varejistas desde 1999, por conta de uma inspeção-surpresa feita nos "headquarters" da companhia. E mais acusações ainda estão por chegar.
Em particular, a Comunidade Européia tem examinado os "rebates" (compensações e bonificações) feitos pela Coca-Cola aos varejistas que detêm um portfolio de quantidade dos produtos Coca-Cola e priorizam a oferta dos mesmos em seus estabelecimentos.
A Coca-Cola explica que essa prática é normal no mercado, e, que grandes fornecedores, ocupam mesmo maior espaço no balcão de ofertas. Obviamente, com isso, exercem maior poder no setor; negando dominar o mercado relevante.
No entanto, o grupo gigante de refrigerantes se ofereceu agora para eliminar os "rebates", que só serão oferecidos aos varejistas que atingirem as metas de vendas estabelecidas pela companhia.
Conforme anunciou a agência Reuters, a Coca-Cola também ofereceu disponibilizar espaço em seus refrigeradores de marca para as chamadas "bebidas-hóspedes", excetuando para as rivais colas. À essas bebidas seriam oferecidos 20% do espaço nos refrigeradores.
A rival PepsiCo, autora de muitas das alegações, tem constantemente se queixado de encontrar barreiras injustas à livre-concorrência no mercado de bebidas cola na Europa, onde a sua fatia de mercado é muito menor do que nos Estados Unidos. A Pepsi se queixou que os concorrentes têm sido barrados, porque os consumidores são guiados diretamente às gôndolas da Coca, sem ter a chance de perceber as outras ofertas da loja.
A Comissão rejeitou recentemente sugestão da Pepsi para reduzir o "rebate" para 3 meses. Muito menos do que a Coca gostaria. Geralmente, quanto maior o período do "rebate", mais difícil se torna para os concorrentes ganhar o mercado.
Aparentando proximidade, o acordo com a Comunidade Européia evitaria para a Coca-Cola citações formais de abuso de posição dominante no mercado. A vitória contra a Microsoft foi a causa principal da pressa em resolver este caso.
A Coca-Cola vem sofrendo acusações contra sua conduta em diversas áreas da sociedade, em diversas partes do planeta, portanto é conveniente que se comece a diluir o peso das causas.

Fonte: http://www.foodproductiondaily.com/news/ng.asp?id=53582