terça-feira, agosto 31, 2004

Coca-Cola Impede Que Segunda Parte Da Entrevista De Adriana Antunes Vá Ao Ar

Leia aqui as informações diretamente da Assessoria de Imprensa da Dolly.

domingo, agosto 29, 2004

Crise de Abstinência

Abaixo, UM, dos inúmeros e-mails de protesto e indignação que venho recebendo contra a conduta reprovável da Coca-Cola.

"Caro César,
Sou Diretor de estatal brasileira e me orgulho muito disso. Atualmente, mais do que em outros tempos, concluo que fiz a opção certa. Tenho dois filhos e os dois, em épocas diferentes fizeram parte do sistema Coca-Cola. Guardo até hoje na memória o quanto foi irresponsável e danosa aos países em desenvolvimento, a política aplicada pelas multinacionais durante a década de 90. Meu filho falava em listas. Estas, eram ansiosamente aguardadas em clima de terror. Parecia até coisa de nazismo. O critério para as demissões, ninguém conhecia direito. E quando estas eram divulgadas, funcionários tinham poucos minutos para esvaziar suas baias em caixas individuais de papelão, acompanhados por seguranças. Os crachás eram devolvidos, e o acesso posteriormente negado sem prévia autorização. A realidade, é que eram hordas de expatriados chegando, com salários e benefícios fabulosos, em contraste com suas competências; e para alocá-os, demitia-se quase que a empresa inteira. Um verdadeiro êxodo, com a evasão dos grandes cérebros e da alma da Companhia. Isso foi geral, em quase todo o Hemisfério Sul, mas como pude acompanhar de perto a Coca, sei o quanto isso traumatizou um filho meu (o outro, felizmente, já havia deixado o Brasil para fazer carreira na Europa).
No momento, acompanho o caso Dolly X Coca-Cola com bastante interesse e sou fã de carteirinha do Laerte Codonho; da mesma forma que sou solidário à sua luta.
Contudo, o motivo principal deste mail é a minha indignação e protesto contra a patrulha em cima das informações gravíssimas que o pessoal da Dolly bravamente vem tentando passar ao público.
Na madrugada de sábado passado, cortaram o programa 100% Brasil da Rede TV. Quem fez isso? E por quê?
Estou até hoje vitimado por crise de abstinência.

Carlos Eduardo Lordello.
"
por e-mail.

Mais comentários aqui

A História Negra das Águas Negras da Coca-Cola

Clique aqui para ler a respeito.

sábado, agosto 28, 2004

Matéria Com Adriana Antunes

Leia abaixo matéria com Adriana Antunes feita pelo jornalista Gustavo Gantois para a IstoÉ Dinheiro.

Uma secretária do barulho
Ex-funcionária acusa a Coca-Cola
de suborno e será processada por
roubo de documentos
Por Gustavo Gantois

Rio de Janeiro, 19 de agosto. Às 8h35, Neville Isdell, presidente mundial da Coca-Cola, desembarca no Galeão. Cercado por batedores, ele se dirige a Botafogo, onde se encontra com Jack Corrêa, vice-presidente de Relações Governamentais da multinacional no Brasil. Isdell veio discutir uma saída para a disputa que a corporação enfrenta no mercado de refrigerantes com a fábrica de tubaínas Dolly, que acusa a Coca de praticar concorrência desleal. Naquele dia, Isdell soube que a advogada Adriana Antunes, 33 anos, antiga secretária-executiva de Jack Corrêa decidira falar. Agora mudara de lado. Queria acusar a Coca de métodos desleais de lobby junto ao governo e ao Congresso na defesa dos interesses da multinacional. “Testemunhei atos escabrosos”, disse Adriana, em depoimento exclusivo à DINHEIRO. “Sou um dossiê ambulante.”

Entre 1999 e 2003, Adriana foi assistente direta de Jack, um dos mais hábeis executivos de Brasília. Segundo ela, a empresa construiu em sua mansão de lobby
no bairro do Lago Sul um bunker subterrâneo, à prova de som, batizado de Underground Meeting Room, onde Jack Corrêa receberia autoridades públicas para conversas reservadas. Adriana diz ter testemunhado ocasiões em que envelopes com dinheiro teriam sido levados para o bunker. “Conheço vários dos destinatários”, ameaçou. “Era só uma sala de reuniões comum”, rebate Marco Simões, diretor de Comunicação da Coca-Cola. De acordo com Adriana, Jack Corrêa manteria excelentes relações com autoridades do Ministério da Justiça, do Conselho Administrativo de Defesa Econômica e da Receita Federal. “O escritório trata de assuntos governamentais”, argumenta Simões. “Com quem deveríamos nos relacionar?”. Certa vez, em 2002, Adriana teria testemunhado quando a servidora Conceição Pereira, assessora direta do secretário-adjunto da Receita, Ricardo Pinheiro, bateu seu Fiat Tipo. Sem seguro para arcar com o prejuízo, Conceição teria ligado para Jack Corrêa pedindo que pagasse o conserto. “Foi atendida na hora”, diz Adriana. Procurada por DINHEIRO, Conceição não quis se manifestar.

A Coca-Cola, por sua vez, acusa a ex-secretária de ter roubado documentos da empresa – e promete levá-la à Justiça. Adriana não se intimida: fala de governadores que viajaram para os Estados Unidos às custas da Coca-Cola e conta que pelo menos 11 senadores e deputados trabalhariam em prol da empresa no Congresso. “Eles aprovam o que é de interesse e seguram os projetos negativos”, diz. Um desses casos, ocorrido em 2003, seria o do projeto-de-lei que propunha a proibição de refrigerantes em cantinas escolares. “Compraram um deputado para engavetá-lo”, denuncia. A Coca-Cola nega peremptoriamente esse tipo de prática. DINHEIRO teve acesso a um documento de 25 de novembro de 2003, assinado por Jack Corrêa, que mostra uma ordem de pagamento de R$ 120 mil para o lobista Alexandre Paes dos Santos. “Não podemos avalizar a veracidade”, diz o diretor Marco Simões. Adriana queixa-se de que estaria com os telefones grampeados. “Decidi contar o que sei para não virar um arquivo morto.”

sexta-feira, agosto 27, 2004

A Casa Do Lago

Dando segmento à sua entrevista ao jornalista Marcos Barrero, Adriana Antunes, antes da primeira hora de domingo, dia 29/08, vai continuar a falar no programa 100% Brasil; da Casa do Lago Sul, da Coca-Cola e de Jack Corrêa.

Neste ínterim, cresce a expectativa em relação às dúvidas que só acumulam a cada dia:
- Que ameaças teriam compelido Adriana a abrir para a imprensa assuntos reservados de sua ex-companhia?
- Quais seriam as reais atribuições de Jack Corrêa na Coca-Cola?
- O que há de verdadeiro e de mitologia referentes à Casa do Lago?
- O quanto de sonegação fiscal cabe à Coca-Cola?
- Quando a Coca-Cola pretende admitir que utiliza subproduto da folha de coca em seu xarope?

A lista de perguntas parece não ter fim. E Adriana ainda promete mostrar documentos.

Alguns jornalistas especulam sobre a utilidade da Casa a posteriori. Afinal, é comum após acontecimentos contundentes, locais do gênero se transformarem em ambientes para o benefício público - como os que serviram às chacinas, que hoje abrigam ONGs, ou os que foram cenários de fatos históricos, que hoje se encontram tombados...
Qual será o destino do "bunker" underground meeting room caso as denúncias orinundas de tantas fontes diferentes sejam comprovadas?

O Ucho já sugeriu que Sadam deveria ter ido para lá..... Enfim, se formos olhar por esse lado, nem tudo está perdido, ainda existe o Osama.

Leia mais: http://www.maxpressnet.com.br/NS/noticia.asp?TIPO=PA&SQINF=149798
http://www.ufogenesis.com.br/tecnologia/noticias.asp?tecnologia=370

terça-feira, agosto 24, 2004

Produtos Coca-Cola Retirados Das Prateleiras

Mais Um Ataque À Imagem Da Coca-Cola

A Food Slope Park Co-op, estabelecida em Broklyn NY, desde 1973, concordou em limpar das prateleiras, os produtos Coca-Cola, Minute Maid e os sucos Odwalla devido às alegações de constante intimidações aos trabalhadores da Colômbia.
Ray Rogers, da Campanha Corporativa, espera que este exemplo de uma das maiores cooperativas de produtos alimentícios dos Estados Unidos, seja seguido adiante.
A Resolução tomada em 27 de abril último passado, informa que a Coca e seus engarragfadores estão sendo processados por "contratar com ou de outra forma diretamente, forças de segurança paramilitares, que utilizam de extrema violência, além de terem assassinado, torturado, detido ilegalmente, como também silenciado líderes sindicalistas.
Especificamente, a Resolução apóia o objetivo da Campanha 'To Stop Killer Coke', de foma a pressionar a Coca-Cola a proteger as vidas e a segurança de seus funcionários dentro das fábricas e providenciar compensação às vítimas e aos familiares das vítimas do abuso corporativo."
A Park Slope justifica sua atitude em comercial direcionado às crianças (citando inclusive as recentes ligações publicitárias da Coca com Harry Potter), mencionando os contratos de exclusividade com escolas secundárias e faculdades, alegando que a Coca-Cola cumpre papel importante na epidemia de obesidade que assola o país.
"As ações mencionadas acima, violam a Missão da Co-op que é a de prover seus membros com alimentação orgânica, reduzidamente processada e saudável."

Fonte: http://www.killercoke.org/psfcodwyer.htm

domingo, agosto 22, 2004

Funcionários pra quê?

Quem assistiu ao programa 100% Brasil pela Rede TV, na madrugada de sábado, 21/08, deve ter acumulado uma série de dúvidas no decorrer da entrevista de Adriana Antunes ao jornalista Marcos Barrero.
Independentemente dos assuntos que ficaram para ser discutidos no próximo sábado, 28/08, o relato de Adriana contrasta com o que se compreende que seja uma estrutura de gestão em uma multinacional, do porte da The Coca-Cola Company.
Conforme Adriana explicitou, a Coca-Cola delega a liderança de seus planos de ação, do acompanhamento de sua produtividade, de toda a sua parte de importância processual jurídica e de sua execução operacional à uma equipe de lobby restrita, que atua em uma casa luxuosa no Lago Sul em Brasília, cuja função principal é pressionar os órgãos do poder, utilizando sejam quais e quantos recursos possíveis à margem da ética e da lei.
É isso mesmo??!!
Seria esta então a causa ou a conseqüencia do esvaziamento de TODOS os departamentos e das diretorias da cia.?
Há estatísticas (não oficiais, é claro) que apontam para mais de 50% em demissões de funcionários desde meados da década de 90.
Também, pra quê funcionários?
Às tarefas mais complexas, que venham os terceirizados; entre eles os lobistas - que tudo, ou quase tudo resolvem - já que "dinheiro não é problema. Como um cartão de crédito sem limites" compra-se tudo. É só solicitar à Atlanta pelos "RFAs" (Request For Authorization).

Se o relato de Adriana Antunes, ex-secretária executiva de Jack Corrêa, Vice-Presidente para Assuntos Governamentais da Coca-Cola Divisão Brasil, corresponde à realidade, obtivemos então, o endereço da mais capitalizada 'incubadora' de corrupção e de desvios de conduta que se tem notícia no país. Bem no centro do Poder.

sábado, agosto 21, 2004

O OUTRO LOBISTA DA COCA

Leia aqui reportagem de Christian Carvalho Cruz e Carla Spegiorin da IstoÉ Dinheiro em 11/02/2004, sobre o polêmico Alexandre Paes dos Santos.
lobista polêmico >

sexta-feira, agosto 20, 2004

Coca-Cola, Nestlé e Outras Cias. Acusadas de Envenenar Consumidores

Companhias transnacionais de alimentação, entre elas a Coca-Cola e a Nestlé, são acusadas de envenenar consumidores com químico neurotóxico, e a FDA compromete saúde pública para proteger o lucro com aspartame.
A Liga Nacional de Justiça norte-americana entrou com uma série de processos contra empresas alimentícias com a acusação de que elas estariam envenenando os consumidores por meio da utilização de um conhecido químico neurotóxico – o aspartame – em suas comidas e bebidas. Os processos visam impedir estas companhias de produzir, usar, manipular ou vender aspartame.
O aspartame é amplamente documentado como excitotoxina, significando que ele superexcita as células nervosas, causando dano permanente ao organismo. Conforme pesquisa do Dr. Russel Blaylock, os aspartame causa lesão cerebral, enxaquecas, distúrbios de reprodução, Alzheimer, cegueira, confusão mental e muitos outros distúrbios do sistema nervoso.
Mike Adams, nutricionista e especialista em toxicologia, afirma que o aspartame deveria ser imediatamente banido da dieta alimentar da população; sendo um ingrediente altamente tóxico, tem demonstrado com muita evidência, ser extremamente perigoso para o ser humano. O uso do aspartame só se mantém legal porque a FDA (a agência de alimentação e medicamentos dos Estados Unidos) prefere proteger os lucros da indústria privada do que a saúde da poulação. Além disso, existe o benefício agregado para a indústria farmacêutica: o resultado da ingestão do aspartame traz a necessidade de prescrição médica de remédios farmacêuticos para mascarar os sintomas causados pelo aspartame; o resultado disso, é o lucro para a indústria farmacêutica. E ninguém compreende isso melhor do que o FDA.

Fonte: http://www.newstarget.com/001112.html


quinta-feira, agosto 19, 2004

Conflito Ético.....? Como?

Lula, ou melhor, o multitarefa Luís Costa Pinto: ex-jornalista, Assessor do presidente da Câmara dos Deputados, empresário da firma Idéias, Fatos e Texto e lobista da Coca-Cola para defendê-la de "falsas denúncias", dentro da própria Cãmara inclusive; é finalmente questionado quanto a sua ética profissional face a tantas atividades convergentes e conflitantes.
Nossos aplausos à Folha de São Paulo que ontem (18/08), à frente de outros periódicos de grande circulação, publicou em artigo imparcial, objetivo e completo - mencionando o conflito ético - o assunto do momento na "grande mídia".
Na reportagem, Lula insiste em afirmar que não vê incompatibilidade entre sua atuação como lobista da Coca-Cola e seu trabalho como consultor do Presidente da Câmara dos Deputados, João Paulo Cunha (PT-SP).
"Não vejo nenhum conflito ético. Meu trabalho é extremamente técnico, sobre o que deve ser dito, como deve ser a postura", disse Pinto.
Por outro lado, reconheceu como "correto" o seguinte trecho do documento que lhe foi lido ontem pela Folha:
"O objetivo da contratação é manter uma fina sintonia com os formadores de opinião da mídia sobre as falsas denúncias que estão a chegar nas redações de São Paulo e Rio de Janeiro e que envolvem o nome da Coca-Cola e de empresas a ela ligadas. Além disso, estreitar o relacionamento desses formadores de opinião da mídia com a direção da empresa."

Lula, os fiéis leitores da Folha de São Paulo têm uma pergunta pra você:
Quanto tempo você vai gastar para reconhecer mais esse erro?

Levando-se em consideração que você gastou 11 anos para reconhecer um erro que causou danos irreversíveis a outro presidente da Câmara, pense que agora existem canais de informação que fervem independentes e transbordam dados. O marketing maquiagem virou marketing social. A verdade ficou bem mais difícil (senão impossível) de ser escondida. A velocidade eletrônica não deixa.
Por isso, desta vez reaja rápido, antes que outros o façam antes de você.

terça-feira, agosto 17, 2004

SURREALISMO OU VERGONHA MESMO?

Estamos assistindo a um espetáculo inacreditável nessa questão da investigação sobre as práticas da Coca-Cola em nosso país, senão vejamos:
A Coca-Cola foi acusada de usar alcalóides da folha de coca (a mesma usada para a produção da cocaína) em um dos insumos utilizados na composição do seu produto. Mais especificamente, o Extrato Vegetal ou mercadoria n.5, como 'matreiramente' é designada internamente na companhia. Esta acusação parte de diversas fontes, inclusive de ex-executivos da própria empresa, um deles responsável direto durante mais de uma década, por burlar as autoridades com o objetivo de evitar que o produto fosse analisado como manda a lei. Para isso, lançando mão de táticas sujas a revelia da lei e da ética; tudo que o poder econômico da empresa e sua influência junto aos órgãos públicos pudessem oferecer. Esta situação que perdura há décadas, como não poderia deixar de ser, acabou vindo à tona. Laudos foram expedidos pelas maiores autoridades em toxicologia do país, afirmando que TODA E QUALQUER SUBSTÂNCIA EXTRAÍDA DA FOLHA DE COCA É ENTORPECENTE. Além de serem proibidas pela lei brasileira desde 1938!
Pois bem, a partir das denúncias e dos laudos, o assunto chegou à Câmara dos Deputados. O Deputado Roberto Cozzollini fez um requerimento solicitando a análise daquele produto, como aliás, manda a lei. Apesar da aprovação de figuras ilustres do Congresso, como o Vice Presidente da Câmara, Dep. Inocêncio de Oliveira e de outros Deputados, o requerimento 'dorme' nas mãos do Dep. João Paulo, Presidente da mesma, de forma inexplicável, contrariando mesmo a rotina normal desse tipo de requerimento, que seria a aprovação pela própria Comissão que investiga a Coca-Cola. Enquanto isso, a Coca-Cola age nos 'bastidores', ganhando tempo para buscar instrumentos pouco éticos pra não usar expressão mais forte. Exemplo: contrata lobistas como Alexandre Paes dos Santos (O APS , famoso por escândalos no governo passado) e, pasmem, Luis Costa Pinto, Assessor de Comunicação do Presidente João Paulo, o mesmo que está retendo o requerimento de Cozzollino, num total desrespeito aos princípios mais básicos da lei e da ética. Aliás, ambos os lobistas foram contratados pela Coca-Cola para agir junto aos órgãos governamentais como a Secretaria de Defesa Econômica e a própria Câmara, nos assuntos relacionados às denúncias da Dolly.
Na noite de sábado passado, pudemos assistir pela Rede TV ( porque a Globo ainda se cala ) o Sr. Laerte Codonho, Presidente da Dolly confirmar todas essas acusações, e de forma estarrecedora apresentar os contratos e documentos que comprovam todas as denúncias, com valores e descrição dos 'serviços' a serem prestados. Serviços estes, que incluíam a contratação de 'missões específicas' junto aos Deputados para os assuntos relacionados às denúncias da Dolly!!! Tudo, obviamente, com seu devido orçamento explicitado.
O que seriam 'missões específicas', eu deixo para a Coca-Cola explicar; quando, e se tiver escrúpulos para isso, respeito ao povo brasileiro e dignidade para cumprir a lei...Bem, se tudo isso é surrealismo passageiro ou vergonha nacional, o tempo e a Câmara dos Deputados irão responder.

segunda-feira, agosto 16, 2004

A Pretensão Absolutista

Coca-Cola é ameaça à segurança militar nos EUA
Ao poupar nas pesquisas de mercado e em consultas aos órgãos de segurança e de regulamentação governamentais antes de lançar o produto, empresa provoca restição no consumo. O que muitos observadores estão chamando de 'o trágico humor da incompetência'.
Há uma nova ameaça de segurança em algumas bases militares dos Estados Unidos - e ela se parece assustadoramente com... uma lata de Coca-Cola. Latas do refrigerante especialmente desenhadas, que fazem parte de uma promoção de verão da companhia, contêm telefones celulares e GPS. O fato tem preocupado oficiais em algumas instalações porque as latinhas poderiam ser usadas para espionagem. Assim, medidas de proteção estão sendo tomadas.
A Coca-Cola diz que tais preocupações não passam de bobagens. Um porta-voz da companhia, Mart Martin, afirmou que ninguém iria confundir uma das latinhas da promoção Unexpected Summer com uma Coca-Cola normal. "A lata é dramaticamente diferente", disse. As da promoção têm um painel na parte de fora e um enorme botão vermelho. "Ou seja, é muito claro que a lata é, na verdade, um equipamento de telefonia celular", completou.
Os ganhadores das latas ativam o dispositivo pressionando o botão. A latinha pode fazer contato apenas com o centro de promoções da Coca-Cola, assim como os dados do GPS que também só podem ser recebidos pela companhia. "Ela não pode ser usada como equipamento para espionar", garantiu Martin. Os prêmios da promoção incluem, entre outros, dinheiro e uma central de entretenimento doméstico.
Apesar disso, bases militares como o Centro de Armamentos do Exército em Fort Knox, no Kentucky, estão pedindo aos soldados que examinem bem suas latinhas de Coca-Cola antes de trazê-las às reuniões sigilosas. "Estamos pedindo às pessoas que abram as latas e não as tragam se dentro houver um GPS", informou o sargento Jerry Meredith, porta-voz do centro em Fort Knox. "Não é como se estivéssemos examinando as latinhas no ponto de venda. É só uma questão de bom senso", completou ele.
A Força Aérea e a Marinha parecem ter ficado preocupadas também. Sue Murphy, uma porta-voz da base da Força Aérea em Dayton, Ohio, disse que aparelhos eletrônicos pessoais não são permitidos em alguns edifícios e salas de conferência. "Na possibilidade remota de que uma lata dessas fosse encontrada em uma dessas áreas, nos asseguraríamos de que ela estivesse desativada, tentaríamos devolvê-la ao seu dono e pediríamos a ele que a utilizasse apenas em sua casa", explicou. Todos os funcionários da Marinha foram alertados a respeito das latas para mantê-las bem longe.
Paul Saffo, diretor de pesquisas no Instituto para o Futuro, comparou esta preocupação militar a quando a CIA baniu o Furbie, um boneco de brinquedo que podia repetir frases. "Há coisas que devem manter um general preocupado e acordado até tarde da noite pensando a respeito", disse Saffo. "Uma lata de Coca-Cola falante não pode ser uma delas."
Mas para o analista Bruce Don, da Rand Corporation, a preocupação dos militares é racional e apropriada. "Há muita razão em se preocupar a respeito de como essa tecnologia poderia ser aproveitada por terceiros sem o conhecimento da Coca-Cola", explicou ele. "Eu não me preocuparia se alguma dessas latas estivesse em meu refrigerador, mas se você tivesse uma reunião ou fosse a algum local sensível, não é inconcebível que ela pudesse ser usada para finalidades diferentes", completou.
Martin disse ainda que a maior fabricante de refrigerantes do mundo havia recebido telefonemas da Base Aérea de Hill Air em Ogden, Utah, e de uma base militar em Anchorage, no Alaska, pedindo mais informações sobre a promoção. Os telefonemas não expressavam nenhuma preocupação maior e a Coca-Cola não foi contatada pelas bases em Ohio e Kentucky, acrescentou. Respondendo se a Coca-Cola iria suspender a promoção por conta dessas questões de segurança, afirmou: "Não. Não há razão para isso".

Fonte: www.netmarkt.com.br

sábado, agosto 14, 2004

A Resposta Que Não Vem

Conar pede que Dolly deixe de expor outdoors
O Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) decidiu por unanimidade que a Dolly não poderá expor novamente em São Paulo e no Rio de Janeiro os outdoors com os dizeres: “Coca-cola contém folhas de coca? Coca está acima da lei?”
Além da recomendação, os 12 conselheiros do Conar também fizeram uma advertência aos publicitários que criaram a campanha da empresa. Por meio da assessoria de imprensa, o Conar informou que a recomendação não significa que a empresa será punida caso decida expor os outdoors novamente. No entanto, em 25 anos de existência do Conselho, as recomendações dadas pelo Comitê de Ética não foram descumpridas.
A Coca-Cola também conseguiu duas liminares em 29 de junho para obrigar a Dolly a retirar os outdoors nas duas capitais e regiões metropolitanas. Em caso de descumprimento, a Dolly está sujeita a uma multa diária de R$ 10 mil em São Paulo e de R$ 100 mil no Rio de Janeiro para cada cartaz ou outro meio publicitário encontrado com as frases. A Dolly recorreu das duas decisões.

Qual seria a dificuldade em responder perguntas tão simples?
Bom, enquanto a Coca-Cola ganha tempo para "pensar", deixo aqui um convite aos meus leitores: Que tal ajudar a Coca-Cola a responder essas perguntas?
São elas:
1- Existe derivado da folha de coca no xarope da Coca-Cola?
2- É ilegal?
3- A Coca-cola é um refrigerante que vicia?

Vamos lá, vamos dar uma mãozinha à assessoria de comunicação da companhia.....

Fonte: http://www.diariosp.com.br/economia/default.asp?editoria=29&id=316961

quinta-feira, agosto 12, 2004

SEMANA DECISIVA

Esta semana será decisiva na batalha Dolly X Coca-Cola.

Esta quinta feira, 12 de agosto, é uma data muito especial para a Dolly. Completa um ano do início de uma das maiores e mais complexas batalhas empresariais já vistas no mercado: as acusações da fabricante nacional e regional de refrigerantes Dolly contra a gigante multinacional Coca-Cola, que estão sendo investigadas e correndo em todas as instâncias administrativas e judiciais do país, de concorrência desleal, abuso do poder econômico e práticas criminosas por parte da Coca-Cola.
Existem derivados de coca na Coca-Cola? A resposta só abrange duas opções: SIM ou NÃO. E a Coca-Cola ainda não respondeu; o que traz desconfiança sobre o que está sendo ocultado da opinião pública. A Dolly quer ter o direito de questionar publicamente a multinacional com relação ao Extrato Vegetal que faz parte da composição do produto Coca-Cola; uma vez que, se a suspeita se confirmar, ficará configurado, além do crime, cocorrência desleal com um produto que pode viciar o consumidor.
Coincidentemente, nesta mesma quinta, a partir das 9 horas da manhã, será a vez da Dolly se defender da Coca-Cola no Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária, CONAR. O caso envolve o outdoor assinado pela Dolly com os seguintes dizeres: COCA-COLA CONTÉM FOLHAS DE COCA? É ILEGAL? A COCA-COLA ESTÁ ACIMA DA LEI?
A Dolly respeitou a determinação do Conar, que solicitou a suspensão da campanha, e que será julgada agora nesta reunião do Conselho. Antes, os advogados já apresentaram a defesa escrita. Mas, no CONAR, o próprio presidente da Dolly, Laerte Codonho, defenderá junto aos conselheiros seu direito de questionar publicamente a Coca-Cola, como havia feito em outdoors com relação à composição do Extrato Vegetal, uma vez que as autoridades competentes ainda não o fizeram, e vêm escamoteando o assunto. Vai lembrar ainda que o outdoor não fere qualquer um dos regulamentos da respeitada instituição: não está comparando, não está acusando, apenas está questionando. Inclusive, fato que não é novidade, pois isso já foi feito sem que o CONAR interviesse, há alguns anos, em filmes publicitários do Guaraná Antártica.Possivelmente todos devem lembrar: O filme da Antártica mostrava uma plantação de guaraná e perguntava se a concorrente Coca-Cola poderia mostrar a sua plantação .
O caso já está no Congresso Nacional, devidamente aprovado, mas paralisado devido ao enorme lobby da multinacional. Há anos são feitas denúncias - inclusive com essas suspeitas já confirmadas em declarações de executivos brasileiros e americanos da multinacional - de que a formulação do produto utilize folhas de coca, que seria a Mercadoria nº 5, como é tratada para efeitos de importação.
As leis brasileiras são bastante claras com relação ao assunto: é terminantemente proibida a utilização de substâncias entorpecentes em qualquer grau, citando nominalmente as folhas de coca e preparações (Decreto Lei nº 891, de 25 de novembro de 1938, Capítulo I, item XIII e XIV).
Contudo, estranhamente, em 62 anos de existência da Coca-Cola no Brasil , os seus componentes nunca foram analisados, nem o seu teor explicitado, como manda ainda o Código de Defesa do Consumidor. Nem o Ministério da Saúde, nem o Ministério da Agricultura, nem a Cacex possuem informações a esse respeito. Embora seja usado como álibi pela companhia, não se trata de querer ver revelado o segredo do produto, tão bem guardado quanto o Terceiro Segredo que Fátima revelou aos pastores. Trata-se, sim, de conhecer o componente do produto importado para a produção do xarope, e que vem da indústria americana Stephan Chemical, reconhecidamente a maior compradora e manipuladora de folhas de coca do Peru e possivelmente de toda a América Latina.
Para não restarem dúvidas, é importante que todos compreendam que, com a adição, na formulação final, de ácido fosfórico, usado para a produção do refrigerante Coca-Cola, esse derivado de folha de coca seria imperceptível à análise, se feita no produto final, como a multinacional insiste. A solicitação atual é que seja analisado oficialmente, pelo Instituto de Criminalística da Polícia Federal, o produto in natura, em tonéis, da forma como chega ao país.

O CONAR fica na Avenida Paulista, 2073, 18º andar, Edifício Horsa II - Conjunto Nacional

Fonte: Maxpress http://www.maxpressnet.com.br/NS/noticia.asp?TIPO=PA&SQINF=148447

domingo, agosto 08, 2004

Peruanos Inventam Refrigerante À Base De Coca

Deu no New York Times:

“A Kokka Royal Food & Drink, empresa peruana, está produzindo um refrigerante que seus criadores prometem que transformará este país andino: o KDrink. Além de estar cheio de vitaminas, cálcio e proteínas que atraem os consumidores preocupados com a saúde, seu ingrediente mais importante é a coca, a maligna folha verde usada para produzir a cocaína.
Mas isto não impediu a fabricante peruana, a Kokka Royal Food & Drink, de encher 200 mil das garrafas de 295 ml desde que a operação teve início em fevereiro. Nem impediu os advogados da Kokka Royal de negociarem com as autoridades de saúde da Europa para obtenção de licenças de importação, que os fabricantes do KDrink dizem que converterá o preparado singular em um verdadeiro concorrente no mercado mundial das bebidas de marcas famosas.
“Você não obtém isso do Gatorade”, disse Anselm Pi Rambla, o investidor espanhol que está comandando o projeto. “Ele não dá o estímulo da cocaína, do crack. Mas lhe dá uma energia que você pode usar.”
É cedo demais para prever se o KDrink algum dia competirá com a Coca-Cola. Nenhum grande país já autorizou a importação do refrigerante, já que a folha de coca é proibida fora dos Andes. Mas isto não impediu a Kokka Royal de iniciar negociações com autoridades governamentais na Itália, Holanda e Espanha, em um esforço para abrir portas para um produto com um sabor entre o chá gelado e o suco de maçã.
Isto não quer dizer que a folha de coca, exibida de forma proeminente no rótulo chamativo do KDrink, não seja o principal argumento de venda. De fato, a Kokka Royal não deixa de reconhecer que a bebida contém alcalóides de coca, um componente que, em cada garrafa do KDrink, apresenta traços minúsculos de cocaína.
“Na Europa, o interesse virá por ser a folha da coca”, disse Cristina Tudela, a gerente-geral da Kokka Royal. “Eles poderão gostar do sabor, mas o principal para eles será a coca.”
No início deste ano, a Vortex, outra empresa peruana, começou a engarrafar um refrigerante. A Vortex chama seu refrigerante de “bebida energética de coca”, apesar de não conter os alcalóides usados no KDrink. Mas ela também está destacando a coca como ingrediente.
“O bom é que a coca é bem conhecida em todo o mundo”, disse Hans Spitzer, um sócio da Amadeus Corporation que está engarrafando a bebida. “Nós conversamos com o pessoal de marketing, lhes dissemos que todos conhecem a coca. O grande desafio é mudar a conotação.”
Para o governo do Peru, a possibilidade de expansão destes dois refrigerantes é uma perspectiva bem-vinda. “Este Vortex e KDrink, eu acho, são esforços sérios”, disse Fernando Hurtado, um alto funcionário da Devida, a agência do governo responsável pela erradicação da coca. “Espero que eles consigam ir adiante, que possam cultivar e encontrar uma forma de usar a folha da coca de forma legal.”

Fonte: http://provenda.com.br/blog/index.php?cat=4
Reciclado por JAAF Marketing

sexta-feira, agosto 06, 2004

A Colômbia, As Organizações Paramilitares e A Coca-Cola

Em meio a “guerra contra o terrorismo”, as companhias norte-americanas na Colômbia estão literalmente se envolvendo com assassinatos. A maior e mais brutal organização paramilitar da Colômbia, a United Self-Deffence Forces of Colombia (AUC), foi considerada como “uma organização terrorista” pelo Secretário de Estado Collin Powell. Isto quer dizer que, qualquer um que forneça apoio financeiro ou material para a AUC está violando a lei 18 U.S.C. & 23398 dos Estados Unidos. Mas nem este fato impede a engarrafadora Pan American Beverages (Panamco) ou a Alabama Dumont Company Inc., que opera uma grande mina de carvão na Colômbia, de fornecerem apoio à AUC, que com esse tipo de suporte, mata e tortura líderes de sindicatos que buscam representar trabalhadores nas instalações das empresas colombianas. Estes dois casos são meramente representativos. Muitas multinacionais que operam na Colômbia têm o mesmo tipo de relacionamento com a AUC. É de conhecimento geral, que , depois do tráfico de drogas, o maior apoio financeiro à AUC vem das multinacionais americanas.

The International Labor Rights Fund (ILRF) e a United States Steel Workers of America union (USWA) entraram com processos através do Alien Tort Claims Act (ATCA) contra a Coca-Cola e a Dumont buscando interromper a cumplicidade corporativa com a AUC. Em ambos os casos, os tribunais têm sabido das ligações entre o Estado da Colômbia e os grupos paramilitares. Como também é de conhecimento público, que os paramilitares caíram nas graças do governo. http://www.laborrights.org/

Ainda está para se saber se a Administração Bush enxerga todos os terroristas de forma igual; especialmente se estes estejam prestando serviços para as cias. Americanas. Seria um erro trágico para o Ministério Público, se o Presidente deixasse de enfatizar a lei anti-terrorismo, quando as vítimas são colombianas e os terroristas constam da folha de pagamento das companhias norte-americanas. Isto confirmaria o que o mundo suspeita: que a Administração Bush importa-se somente com as vítimas americanas de ataques terroristas, e faz vista grossa para o apoio corporativo à campanha de terror dirigida contra os líderes de sindicatos na Colômbia, que independente de qualquer política, viola a lei 18 U.S.C. & 23398.

A Coca-Cola não pode esconder seus crimes na Colômbia
Isidro Segundo Gil, um funcionário da engarrafadora da Coca-Cola na Colômbia, foi morto em seu local de trabalho por agentes paramilitares. Seus filhos, no momento morando em local sigiloso com parentes, entendem muito bem porque a terra natal deles é chamada de “o país onde o trabalho de um sindicalista significa carregar um túmulo nas costas”.
Momentos depois de aparecerem no portão da fábrica de Carepa, os paramilitares atiraram 10 vezes em Gil, membro executivo do sindicato, ferindo-o mortalmente. Uma hora depois, um outro líder sindical foi seqüestrado em sua residência. Naquela noite, o prédio que abrigava as sedes dos sindicatos com as máquinas e os documentos foram incendiados.
No dia seguinte, um grupo pesadamente armado, retornou à fábrica, reuniu os funcionários e os avisou que eles também morreriam, caso não desistissem do sindicato até as quatro horas da tarde. Formulários de desistência foram preparados com antecedência pelo gerente da fábrica da Coca-Cola, que tem história de ligações sociais com paramilitares e já havia previamente ordenado a destruição do sindicato, conforme consta do processo.


Fonte: http://www.oakvillelabourcouncil.com/id33.html

quinta-feira, agosto 05, 2004

INFLUÊNCIA E PODER.....

Nos anos eleitorais, a Coca-Cola distribui algumas centenas de cheques como “contribuição de campanha” a candidatos, Deputados e Senadores por todo o país. Isso obviamente resulta em uma certa benevolência desses políticos quando têm que tratar ou legislar sobre assuntos que envolvam aquela empresa. Como grande parte desses candidatos são eleitos, forma-se uma verdadeira “tropa de choque” no Congresso e no Senado para obstruir as investigações em curso. É claro que estamos falando daqueles políticos, cujo conceito de ética é relativo.....
Na Audiência Pública da Comissão do Congresso que investiga práticas da Coca-Cola, isso ficou muito evidente. Um verdadeiro exército de “abnegados” Deputados, tentava desesperadamente salvar o Sr. Brian Smith da “saia justa” em que estava metido. Presente no local, fiquei abismado com a maneira como isso era feito. Com cenas tão surrealistas que mais pareciam briga de pátio de escola pública. E estávamos no Congresso Nacional, a casa do povo brasileiro!
Todos os que acompanharam as gravações apresentadas posteriormente na TV, viram como terminou. Ao ser colocado na parede por uma pergunta sobre o uso da folha de coca na composição do produto (mercadoria n.5), o Sr Brian foi agraciado pela suspensão da audiência num gesto desesperado, de um Deputado do PT de Minas Gerais, que naquele momento presidia a Sessão. O nome desse cidadão é João Magno, e com certeza sua carreira política vai ficar marcada por essa atitude de desconsideração que fere o povo brasileiro. A História vai cobrar isso dele. Mais cedo ou mais tarde.
Mas não se resume aí a influência da Coca-Cola nos altos escalões do governo. Além da manutenção de lobistas em Brasília, com direito a casa no Lago para festas e recepções, a empresa ainda é sócia de algumas figuras proeminentes da República.
O maior exemplo é o Senador Tasso Jereissatti. Postulante a candidato do PSDB à Presidência da Republica nas ultimas eleições, Tasso, se tivesse conseguido ser eleito, repetiria no Brasil o que “eles” conseguiram no México, onde Vicente Fox, ex -presidente da empresa, é o atual Presidente da Republica. Tasso detém 40% da NORSA, proprietária de várias engarrafadoras de Coca-Cola no nordeste do Brasil. Outros 11% pertencem a Carlos Aragão, que tem grande influência política no Piauí e em Brasília. Vocês sabem de quem são os outros 49%? Bingo!!! Da The Coca-Cola Company...
Esses são os “engarrafadores brasileiros de Coca-Cola” tão decantados pela empresa em seus discursos pseudo-éticos.
E não pára por aí. Poderíamos falar de muitos outros políticos “engarrafadores” como Albano Franco, Osório Adriano e outros Deputados.
É difícil imaginar a isenção e vontade política dessa gente para julgar as práticas de seus sócios. É preciso muito espírito público para isso.Mas o povo vai cobrar, e para isso conta com políticos sérios, muitos dos quais já estão agindo com competência para que a Coca-Cola faça o mínimo que se exige de uma empresa verdadeiramente “cidadã”. Que cumpra a lei desse país!!!

quarta-feira, agosto 04, 2004

Consumo Ético

A primeira edição da REVISTA O Globo de 01/08, traz reportagem com título As Compras do Bem. É de se louvar a iniciativa, posto que, a referência imediata aponta para empresas como Coca-Coca, Mc Donald’s, Gap, L’Oreal; mega-anunciantes da mídia ‘mainstream’, a Globo inclusa.
Comportamento que já não é tão incomum entre cidadãos contribuintes bem-informados das grandes cidades brasileiras, pois tornou-se importante conhecer o nível de responsabilidade social das Companhias produtoras e distribuidoras, antes de adquirir ou consumir um produto. Para quem acompanha o caso Dolly X Coca-Cola pela Rede TV, não há como não se interessar pelo assunto. O consumo politicamente correto está tomando conta do mundo, conforme mostra a reportagem. Somente “na Grã-Bretanha, este mercado movimentou o equivalente a R$ 120 bilhões em 2002”. “Segundo o Instituto de Pesquisa Mori, 52% dos britânicos boicotaram alguma marca ou grande corporação naquele ano”.
O Consumo ético chega para revolucionar o nosso ‘modus-vivendi’ de forma bem abrangente: “abrir uma conta bancária, pegar um ônibus ou tomar um cafezinho, abraçam conceitos que vão desde conservação do meio-ambiente até as práticas do ‘fair trade'. É indispensável saber se fornecedores não estão envolvidos em diferentes tipos de abusos comumente praticados pelas gigantes transnacionais no terceiro mundo. Brasileiros que chegam do exterior com comportamento de consumo ético são rapidamente tomados como exemplo por aqui. É um mercado que só tem a crescer.

Para saber mais:
www.ethicalconsumer.org/
Ethical Consumer magazine

segunda-feira, agosto 02, 2004

GUERRA CONTRA A DROGA

Se a OEA alega que a folha de coca é uma droga, e se a Coca-Cola utiliza folha de coca em seu xarope, então quantos consumidores de Coca-Cola, portanto, de drogados, somente restrito a esse fato, existem no mundo?

Bolívia: coca não é cocaína, Coca-Cola também não!

A Organização dos Estados Americanos (OEA) decretou há algumas décadas a folha de coca como sendo uma droga - o que implica na proibição do cultivo, da comercialização e do consumo (excetuando nas situações tradicionais dentro do território boliviano) e sua exportação - , se apoiando em argumentos de forças até então contestáveis: a folha de coca é alucinógena, cria dependência, diminui a expectativa de vida do usuário e deteriora a saúde.
Desta forma, seria a folha de coca uma droga perigosa, segundo a OEA... No entanto, é interessante compreender, que em plena 'guerra contra a droga' e contra o cultivo ilegal da folha de coca na Bolívia, o governo boliviano propôs um estudo de mercado para a comercialização da folha de coca; estudo este, que serviria também, entre outras coisas, para avaliar a demanda em termos de consumo legal nacional.
Daí, um mal-entendido quando sessenta toneladas de folha de coca são vendidas à empresa de importação e exportação ALBO: a folha de coca, teria ela sido legalizada em território nacional para permitir sua exportação? Evidentemente que não. Justamente sessenta toneladas foram vendidas à ALBO durante o ano 2000 (204 toneladas em 1995, 114 toneladas em 1996, 49 toneladas em 1999, segundo o CELIN, Centro Latino Americano de Investigación Científica). A ALBO exporta há 30 anos coca para os Estados Unidos, através da Stephan Chemical Co. como intermediária; unicamente produtos para destino farmacêutico, mesmo estando a folha de coca proibida desde 1971.....
A verdade é que a ALBO vende coca à Coca-Cola Company. Seria então interessante saber quais argumentos são utilizados pela multinacional quando se defende com veemência na mídia boliviana "-Mas não existe cocaína em nossos produtos !".
A Coca-Cola Company afirma então, com assertividade que "Coca-Cola não é cocaína". Porém, segundo a Enforcement Administration – serviço anti-drogas norte-americano, a coca é uma droga. Sendo assim: quantos consumidores de Coca-Cola, portanto de drogados existem no mundo?
A coca, assim como o café é uma droga de sociedade, que nos permite um ritmo de produção imposta. Diferente da folha de coca, que se impõe como tradição ancestral.
Sendo assim, não existe muito a discutir. Cabe aos consumidores insistirem no exame científico mais aprofundado e atualizado do xarope, e, se constatada a ilegalidade, exigirem punição a quem é merecido.

Fonte: Réseau d’Information et de Solidarité avec l’Amerique Latine.

domingo, agosto 01, 2004

A "EXPORTAÇÃO" DO GUARANÁ JESUS

O guaraná Jesus é um desses produtos que caíram no gosto do brasileiro. No caso específico, do povo maranhense. Pois bem, incapaz de combatê-lo ou exterminá-lo, a Coca-Cola o controla. O mesmo engarrafador dos seus produtos engarrafa o famoso guaraná, mantendo um compromisso de mantê-lo com cerca de 20% de mercado no Maranhão. Nem um pouco mais.
Porém, mesmo com todo esse sucesso, o guaraná Jesus jamais teve sua distribuição expandida para outras regiões do país; o nordeste por exemplo. Esta situação é mantida desde a década de 60! Imaginem...
É até compreensível, pois com tamanho sucesso, seria um risco competir no mercado com tamanho gosto popular e depois ter que ir à casa matriz em Atlanta explicar o fenômeno.
No entanto, na audiência realizada no Congresso Nacional que investiga as práticas da Coca-Cola, esta foi acusada, entre outras coisas, de comprar pequenas marcas e depois tirá-las do mercado. Foi neste momento, que o sr. Ricardo Vontobel, presidente da Associação Brasileira de Fabricantes de Coca-Cola, saiu-se com mais uma de suas ‘pérolas’. Disse ele, mais ou menos com essas palavras:
“Uma evidência de que a acusação de exterminar marcas é inverídica, é o caso do guaraná Jesus. Agora mesmo, vamos exportá-lo para a Índia(!!!). Região do mundo onde após nossas pesquisas, concluímos ser a que mais se adapta a esse produto...”
Ora sr. Vontobel, faça-nos o favor de não nos tirar por idiotas!
Quer dizer que após intensas pesquisas realizadas em várias regiões do mundo, concluiu-se que a região em que o guaraná Jesus mais se adapta é a Índia, com aquela “economia pujante?”
Quer dizer que a força do guaraná é tão grande e seu resultado financeiro tão bom que pode-se dar ao luxo de realizar pesquisa tão onerosa, objetivando um mercado consumidor como o da Índia?
Quer dizer que é mais fácil expandir o guaraná para a Índia do que simplesmente distribui-lo pelo nordeste todo, nos caminhões da Coca-Cola?
Quer dizer que com a exportação do guaraná Jesus para a Índia, vamos ter um forte impacto positivo na nossa balança comercial?
Nada disso. O que essa “exportação” quer dizer, é que se está construindo mais um daqueles discursos-álibi para rebater acusações verdadeiras contra aquela empresa. Essa sim é a verdade. Ah! Se eu não conhecesse suas estratégias, suas artimanhas....O povo ainda é leigo sr. Vontobel....mas não é mais bobo.